sábado, abril 30, 2005

26 à 30 - Resumão




Desculpe a demora, galera, agora até o dia 30 de Abril pra finalmente fechar o mês!(aleluia, né?):
26 - Terça: Estamos lá, no mesmo trem de todo santo dia quando de repente vemos uma figura de cabelo branco. Galera, igual à uma personalidade famosa, rede globo... qual o nome??? Caracas, ficamos rindo e tentando lembrar o nome da peça até que eu resolvi mandar um mail pro Bruno (tá lembrado leke?): Cid Moreira! IGUAL ao Cid Moreira! Rendeu um dia de risada isso! Porém, sabe-se lá por que, à noite bateu uma deprê por causa do nível de japonês. Resolvi dar a pala, peguei um trem às 22:00 até Awaji (uns 6km daqui), desci lá e saí andando na louca em direção à próxima estação rumo à Minami-Senri. Lógico que eu ia me perder, e era essa a intenção, pra me forçar a usar japonês.Deu certo, no fim das contas consegui voltar pra casa no penúltimo trem (umas 23:45 ou mais). E com gás pra estudar jap! Vai entender?
27 - Quarta: Nada de muito interessante, fora o fato da coca-cola ter um poder imenso de te manter acordado, e de termos associado um dos vigias aqui do dormitório com o Rodela (aquele ser abominável do Programa do Ratinho). Maldade, o cara é mó gente boa, mas que parece, parece... Créditos ao Diogo!
28 - Quinta: Bolsa! Fomos ao Correio (o nosso banco também) de galera, a fessora ia nos ensinar a usar o ATM (ou caixa eletrônico). Hehehe, perdemos uma aula, e foi comédia! Voltando pra casa, antes de pegar o trem, estávamos esperando o sinal abrir, de repente veio um doidão, parou, pegou um folheto, fez uns gestos meio jáspion/power rangers, daí quando o sinal abriu ele saiu coçando a orelha como se tivesse acabado de perder a audição. Melhor hipótese até agora: o cara perdeu no "verdade ou consequência". À noite, "Let's Talk in Japanese": deu uma melhorada, até. Reflexo de terça?
29 - Sexta: Dia do Verde (início da Golden Week). Feriado, só alegria por aqui! Tava rolando uma feirinha muito massa aqui no Minami-Senri Kouen (parque Minami-senri). Barraquinhas de jogos, de comida, gente bagarai, uma bandinha (parecendo militar) tocando, umas apresentações de wrestling estilo WWE, muito comédia... Enfim, várias coisas engraçadas. Comemos um okonomiyaki de almoço e a sobremesa, por incrível que pareça, foi cana de açúcar! Compramos um planador também. Saíndo de lá, fomos à Loft, uma loja grande, mas GRANDE, de, bom, de muita coisa. Gastamos um bom tempo lá, e compramos algumas coisas engraçadas do tipo um adesivo "Have a nice day! (before someone screws it up)" e por aí vai. Saindo da Loft, resolvemos ir ao SkyBuilding. Muito louco por lá, recomendo irem se vierem a Osaka um dia. Retornando ao dorm, resolvemos usar o planador, mas já estava de noite. Problema? Naaada, colocamos uma lanterna nele e ficamos pelo menos 2 horas se divertindo com ele! (neste dia, em algum momento que não me lembro bem, teve um doidão no trem que sentou do nosso lado, puxou conversa pedindo pra nós falarmos inglês, deu umas palas, estalou o indicador com os dentes e vazou. certamente mais um que perdeu no "verdade ou consequência")
30 - Sábado: Fomos à uma loja de brinquedos. Caracas, certamente as crianças japonesas tem brincadeiras diferentes das crianças brasileiras. Uma das maiores diferenças é o "controle remoto". Quem disse que eu ia conseguir sair de lá sem comprar alguma coisa? Comprei um Mitsubishi Lancer EvoVIII de controle remoto! Diversão total! De noite, mais uma sessão de avião com lanterna, aliados à um rallye com lanterna e um freesbie com lanterna! final de tudo, ficamos morgando no corredor, um dos guardas do Office deve ter achado que 3 brazucas deitados no corredor de madrugada só podiam estar bêbados, por isso nos deixou quetos...

fotos: Diogo aparecendo junto com a multidão da feirinha. SkyBuilding de baixo, grandinho, não? Eu, quando me achei em Kami-Shinjo (caminho "um pouco" diferente do que eu queria ir...)

segunda-feira, abril 25, 2005

Resumão!




Ok, vamos resumir a história, pelo menos até o dia 25 de Abril:
21 - Quinta: Não teve nada de mais, quer dizer, começou o Let's Talk in Japanese, um programa que uns japas vem pra cá pra falar japonês conosco. Nossa, deu o gela, não sabia naaada de nada, mas também deu um gásp ara estudar, tanto que fiquei na função de 9:30 até meia noite. Fora isso, teve uma gordinha dormindo esparradamente no trem, mas essa eu mostro depois ao vivo pra quem lembrar.
22 - Sexta: Fomos à Yodobashi de novo. Testei uma guitarra muito louca da yamaha, vimos uns fones de ouvido que, sem sacanagem, parecia que tu tava numa boate, mas nego de fora não escutava nada. Depois demos um rolé em Umeda, procurando um lugar pra comer. Como bons gringos, acabamos desistindo e indo para o McDonnalds mesmo. Na volta, tivemos que pegar um trem expresso para Awaji e depois correr e pegar o último trem para Minami Senri. No caminho pro dorm, pelo parque, fomos dar um rolé numa trilha lá, usando uma lanterna que eu havia acabado de comprar. Achamos um mendigo dormindo. Voltando ao dorm, ficamos fazendo merda com a lanterna e tiramos umas fotos desse fato tosco...
23 - Sábado: Resolvemos achar um parque que o pessoal do Office tinha nos falado. Achamos. No lugar tem tanto um parque de diversão bem esparrado, com montanha russa e tal, como um parque para dar uma relaxada, que tem bastante área aberta e verde. Almoçamos lá dentro, meio caro por sinal, vimos uma exposição de tulipas, pegamos um monorail (uma espécie de trem), fomos mais uma vez à Yodobashi ver muamba pra galera do Brasil e comemos mais uma vez no McDonnalds. Fomos lavar roupa, e o azar atacou o Chuba: ele colocou a moeda na máquina e a moeda emperrou... Perdeu 100 ienes, Brasil negão!
24 - Domingo: Eu e o Diogo fomos na aba do colégio para um concerto de música clássica do "Dia do Verde" (Greeny Day). Bacana a parada! Depois seguimos para um mercado, Don Quijote, para agitar um rango. Duro foi aguentar a vontade de mijar até chegar lá, que não achamos banheiro no caminho. E, chegando lá, ainda demos um rolé até achar o banheiro. Achando o banheiro, pra completar, tinha um gordinho sem calça e uns 3 brothers dele (tudo de uns 12-14 anos máximo) em volta olhando. Na minha terra isso é fuleragem... Superando isso, voltamos pra casa e jantamos omelete de novo.
25 - Segunda: Ô alegria, esqueci o teiki-ken (passe de trem) em casa, tomei o estrago de 900 ienes para ir e voltar ao colégio. Conhecemos um portuga, o Domingos. O cara é padre, tá aprendendo japonês no mesmo colégio que nós. Gente boa, quis pagar um café para nós. Na hora de comprar, na vending machine, claro, o cara pediu dois cafés em sequência, e já ia pedir o 3º se nós não parássemos ele. Quase que escapou da boca um "tinha que ser luso mesmo...". Ainda bem que deu pra segurar...

Fotos do dia 23, lá do Parque EXPO (o relax). A estátua é um símbolo daqui de Osaka, segundo eu ouvi falar. Nome: Tower of Sun. Apelido: Feioso (dado por nós). O caminho, bom, é um caminho que tem lá dentro, o parque é REALMENTE grande. E esse jardim, hehe, é um jardim, foto tirada de cima de uma torre de madeira, meio pequena, mas bem legal o lugar. Vejam os japas em seu programa relax de família!

quarta-feira, abril 20, 2005

E a frigideira de ontem...

Hehehe, dormi bem, mas tive que acordar na pilha que tinha esquecido de fazer um dever. Ê alegria ter que engolir o café da manhã para dar tempo de rabiscar alguma coisa no caderno. Bom, deu tempo, é o que importa. Para aumentar a alegria, chovendo. Vai nós pegar o guarda-chuva e dar aquele rolé gostoso na friaca com o bônus "pluvius". Tudo bem, o resto do dia seguiu normal, a chuva nem atrapalhou tanto, e a aula, bom, aula é aula né?
Cortando a história até o ponto "noite", encontramos a Mariana que estava querendo se desfazer de uns ovos, já que ela ia se mudar. Capaz que os três brazucas homens não iam querer. Aproveitamos para estrear a frigideira nova. O que saiu do rango foi uma cassetada de omeletes. Na real, dava para quatro pessoas comerem e ficarem CHEIAS, mas como o nosso colega Diogo resolveu arrozar as coreanas (aquelas que encontramos uns dias atrás no hyaku-en, mais especificamente a coreana que jogou freesbie conosco), acabou que sobrou omelete. Tentamos matar, mas não deu. Disse ele que iria comer depois, até colocamos num pote pra ele. Dias depois o pote ainda estaria intacto na geladeira. Intacto pelo Diogo, que tava meio estranha a aparência... Anyway, virou comida de corvo, deixamos na varanda pra ver se evoluía para alguma coisa mas algum desses demônios alados pretos deve ter faturado. Ou o colombiano que mora entre o meu quarto e o do Diogo... Vai saber?
Voltando ao dia de hoje, cara, foi bom comer um rango com MASSA. O estômago já sentia falta de rango pesado, coisa que é difícil de se achar no Japão. E foi bom para dormir assim também, que eu nem me lembro o que aconteceu depois do rango...

terça-feira, abril 19, 2005

Blah

Tirando a rotina normal do acorda, colégio, almoçar, aulas e voltar, e seguindo direto para o que importa:
Saíndo no colégio, resolvemos passar no Iskara, um cybercafé que tem em Kandai-Mae (duas estações antes de casa). Cara, em 1 hora eu consegui ver os mails, o orkut, uns links interessantes que vieram por mail e ainda falar com uma galera online! Caramba, a cabeça saiu a mil do cyber, e assim seguiu o resto do dia. Na hora de malhar, a cabeça no mesmo rush que havia sobrado da tarde. É interessante quando sua cabeça está mais rápida que o normal, já deve ter acontecido com vocês. Vem altas idéias, altos pensamentos rápidos, você vê uma coisa e analiza já. O duro é quando tem que fazer uma coisa mais lerda, tipo malhar. Dá vontade de subir pelas paredes enquanto espera passar o 1 minuto para retornar a fazer os exercícios.
Depois disso, segui para tomar banho e comer, ainda na mesma pilha. E ainda depois fazer dever de casa do dia seguinte. Ah, compramos também uma frigideira. Eu, o Chuba e o Diogo já estamos sentido falta de comer uma carne decente, tá planejado para assim que chegar a bolsa investirmos uma grana em carne e fazer um rango decente. O que que será que vai sair disso??? É legal quando dá esse boost na cabeça, podia rolar mais vezes. Mas como sempre, depois de atingir o pico bruscamente vem uma queda brusca de energia. Acabei apagando as 10:30 como se nada tivesse acontecido...

segunda-feira, abril 18, 2005

Exercícios!

O preço de dormir pouco é demorar pra acordar. Foi difícil mas deu pra levar. Café da manhã padrão, 1 hora de trem e estamos no colégio para mais uma bateria de língua japonesa. Até que foi tranquilo hoje, o pessoal dá um gás e depois vem uma folga para assentar a matéria, parece um método interessante!
Acabando a aula, passamos em uma padaria, ou delicatessen, sei lá o que vem a ser, mas tem um monte de pães doces. Faturamos um croissant com chocolate dentro e, contrariando os costumes japoneses e honrando os costumes gaijins (sem contar o respeito à fome), comemos no caminho, andando. Talvez por isso o pessoal tenha olhado estranho pra nós...
Chegando ao dorm, resolvemos tomar vergonha e começar a usar a academia. Não precisa dizer que começamos beeeeem nerd. Se bem que a academia em si é bem nerd, os aparelhos são todos pneumáticos (parece um amortecedor de carro o que tem no lugar dos pesos). Bom, melhor que nada, dá pra manter a forma enquanto isso. No mais, fazer o dever de casa (que tem todo dia) e depois dormir.

domingo, abril 17, 2005

E a vida doméstica continua...




Domingão, dia de acordar tarde! Ou "quase de tarde" se preferir. Depois da morgada pós-acordar básica, eu, o Diogo e o Chuba resolvemos dar uma andada até o Peacock e ir no caixa eletrônico da frente para ver se sabíamos usar a máquina. Saber até sabíamos, mas a grana que é bom ainda não tinha chegado, previsão para a primeira bolsa chegar dia 28. Dá pra segurar. Quer dizer, como nosso instinto shopaholic é forte, nunca se sabe... Falando nele, na frente do mercado estava rolando um mini-bazar. De praxe, compramos alguma coisa (os três compraram uma espécie de abrigo). Dalí seguimos para o Lawson pra arrumar um almoço, que, para variar, foi um obento. Bônus do almoço foi um pudim, que estava bom, por sinal!
Comemos, descansamos, e um pouco mais à tarde voltamos à função de doméstica: recolher a roupa do varal e passar. Depois de tomar uma surra boa do ferro, acho que já aprendi a passar direito. Finalizada esta parte, "excursão" ao Jusco/Midori (um fica de frente para o outro) para ver algumas coisas para o quarto. Final da tarde, rango no McDonnalds, que, para mim, é a mesma coisa que no Brasil (só que comparativamente mais em conta). Voltando para casa, sem nada de muito extraordinário, sobrou só dar uma estudada que se extendeu até 00:30, mas pelo menos fiz o que tinha que fazer.

Ah! Esqueci de mencionar que achamos biscoito maria por aqui, lá no Jusco (foto). O nome é bem parecido, Marie. Foi divertido achar isso perdido na prateleira de biscoitos!

sábado, abril 16, 2005

Passeio com a Senpai


Acordar, blá blá blá... Isso já é normal. Saímos, rumo à um bazar. Fomos guiados pela Mariana, a nossa Senpai. Pegamos o trem. Andamos. Só que não estávamos beeeem indo para o local certo. Algumas ligações depois descobrimos que estávamos indo na direção errada. Como não chegaríamos à tempo, resolvemos mudar os planos: fomos para a Yodobashi, uma SENHORA LOJA de eletrônicos e muitas outras coisas. Gastamos um bom tempo lá dentro, vendo o que os japas haviam inventado de novo (e olha que não é pouca coisa não!). Mas como ninguém é de ferro, resolvemos bater um rango. Comida escolhida: Okonomiyaki.
Chegamos no restaurante, no mesmo prédio da Yodobashi só que alguns andares acima, para comer esse prato típico de Kansai. Sentamos na fila, esperamos um pouquinho, e logo em seguida estávamos em uma mesa-chapa. Como é de costume, o pessoal prepara o okonomiyaki na sua frente, para ser mais exato na sua mesa. Rango bom, subimos mais um andar para checar as sobremesas. Para nossa surpresa, achamos sorvete e suco de açaí em uma loja, e açaí vindo de Belém!
Fim da hora do rango, descemos novamente para a Yodobashi para curtir umas cadeiras de massagem. No caminho encontramos outro brazuca monbusheiro que estava fazendo um tour com a mãe dele que estava em Osaka visitando-o. Trocamos uma meia hora de conversa e seguimos nosso rumo.
Saíndo da Yodobashi rumo à Minami-Senri (nossa estação), ficou no plano descer em Kandai-Mae para dar o copo para o Shima. O problema é que quando fomos pegar o trem, milagrosamente o Diogo ficou do lado de fora! Tivemos que usar nossos keitais para marcar encontro em Kandai-mae. Chegando lá, atualizamos nossos dados (acho que era o objetivo primário) e depois demos o copo para o Shima (com aquela foto que está mais abaixo). Cômico, creio que ele não sacou que era de sacanagem...
Beleza, mudança de planos: seguimos para Yamada (uma estação após Minami-Senri) para conhecer um shopping de lá. Já deu para perceber que todos somos shopaholics. Baixamos na UniQlo para comprar umas roupas e depois retornamos para casa. Quer dizer, para a estação. Lá fomos ao shoppingzinho que tem do lado, o Garden Mall, para dar um look no Hyaku-En (loja de 100ienes). Saindo de lá, a fome batia de novo, descemos no Oasis e rachamos uma pizza.
Finalmente de volta para casa, resolvemos alugar nossa senpai mais uma vez antes de deixar ela descansar:
-Mariaaaaana...
-Que foi?
-Qual é a treta de lavar roupa?
-Vocês não sabem não?
(silêncio)
-Vocês não querem MESMO que eu vá lá em cima com vocês agora, né?
(silêncio)
-Tá bom, vamos logo lá.
Hehehe, nenhum mistério: joga tudo na máquinha, põe o sabão em pó e uma moedinha de 100ienes (no lugar da moedinha, claro). 40 minutos para ficar pronto, descemos, jantamos, pegamos as roupas e vamos nós para a vida de doméstica de novo, agora estendendo roupa e usando os artefatos que compramos na loja de hyaku-en: corda e grampos. Fim da função, hora de dormir.

sexta-feira, abril 15, 2005

Muamba!

Acordar cedo, friaca e tal. Já está ficando normal isso... Comer, estação de metrô, 1h de trem e estamos no colégio. Primeira semana de aula, as aulas começaram na terça e eu já esperava a sexta-feira que mal acabara de começar acabar. É, a folga acabou. Mas beleza. As aulas do período matutino foram tranquilas, a terceira foi tranquila até demais: é uma professora, hum, digamos, um pouco mais velha. Ela até que se dedica, mas é outro esquema, a aula é praticamente morta. Almoção no refeitório, mais aulas. Só que as últimas aulas de sexta mudaram meu conceito de "fim da semana". Não sei que alma piedosa fez isso, mas colocaram um professor muito comédia nos 3 últimos horários do último dia da semana. Usualmente é a pior aula, a que rende menos, que geral presta menos atenção, mas o cara tem a moral de ensinar e prender a atenção da turma. Creio que as sextas serão divertidas. Mas nada mais aliviante que o sinal de fim da semana de aula, por melhor que ela seja...
Saíndo do colégio, mais uma vez paramos na loja das muambas. Desta vez eu tinha que comprar um toca-fitas (sim, ainda se usam fitas no Japão, para aulas de listening) e ver se eu achava um dicionário eletrônico. Achei um com 10 línguas e um palm que segundo a tia da loja tinha dicionário também. Só que sem carregador. Bom, o palm, o dicionário e o toca-fitas saíram por 1000 ienes cada um, relativamente barato! Enquanto isso, o Diogo estava experimentand a roupa de kendo. Não me perguntem por quê. Apenas compramos a roupa de kendo, cada um deu metade nela. Falta achar o que fazer com ela (hehehe, kendo é uma boa idéia, falta tempo e dojo só). Queríamos gastar mias tempo a toa por aí, mas tinha algum evento no dormitório, tivemos que retornar.
O "evento" era uma orientação que os caras do dorm prepararam pra nós. Um breve resumo da história: "É bom ter vocês conosco... não façam bagunça, não levem pessoas de fora pro quarto, não toquem fogo no quarto de vocês.". Tá, tiveram mais coisas no meio, mas acho que isso é o que importa. Depois disso uns senpais fizeram um discurso e rolou a comida pra geral. Lá apareceu um outro brazuca, o Marcus, que era do hall 2 faz um tempo, mas mora sozinho. Veio na aba da Mariana. No meio da parte de comer, um dos diretores do dorm, com um nível de sangue no álcool já baixo, puxou conversa conosco, e depois ficou conversando com o Chuba enquanto eu e o Diogo fizemos o favor de sair de finhinho. Tá, acabou a festa, nos colocaram na roda de limpeza (sabia que tava fácil demais...), fizemos o que tinha que fazer e hora de dar tchau! Programação para amanhã: ir à um bazar com a Mariana pra ver o que tem de interessante e barato para nosso quarto.

quinta-feira, abril 14, 2005

Vamos Nessa...

Então, como o mercado tava fechado ontem, compramos na vending machine que tinha perto de lá um café com leite pra tomar no outro dia. Resultado: café da manhã com café com leite requentado. A princípio era pra ser fácil: abre a lata, põe o café no copo e põe no microondas, mas o nosso amiguinho Diogo resolveu esquecer do microondas e deixou seu café esquentando por mais de 1 minuto. O que deu foi que de esquentar a parada borbulhou e acabou melecando o microondas todo. Pega o pano, lava o prato do forno e vamo nessa...
As aulas até que estavam bacana, mas do nada o ritmo acelerou e entraram palavras novas. Já vi que vou ter trabalho com as aulas, mesmo sendo do nível bááááásico. De boa, vamo nessa...
Acabou a aula, resolvemos voltar na loja da treta, e por surpresa haviam chegado mercadorias novas, dentre elas uma roupa completa de kendo a 5.000 ienes. O que faríamos com uma roupa de kendo, sei lá. Mas chamou a atenção.Saíndo de lá resolvemos ir à Polícia perguntar quanto à idéia comprar a MP40 (isso REALMENTE não tinha saído da minha cabeça). Esperamos um tempo até que os caras chamaram uma tia que sabia inglês. Não, não, e não, mesmo sendo uma arma antiga não podemos ter pelo fato de ser uma arma de fogo, e armas de fogo são PROIBIDAS aqui. Mas réplica pode, tanto é que os próprios puliça deram o enderço de uma loja de armas, era um mapinha bem tosco feito a mão. Não deu pra entender muito, mas vamo nessa...
Acabamos caíndo em NipponBashi, um canto muito louco aqui de Osaka. Demos um rolé grande lá procurando a tal loja e nada. Desistimos e fomos aproveitar o lugar. Entramos da BicCamera (uma loja de eletrônicos e outras coisas MUITO grande), onde gastamos uma boa hora lá só olhando o tanto de quinquilharia eletrônica que os japoneses produzem. E olha que só fomos no primeiro andar! Saíndo de lá, demos uma andada por Namba, O canto pra sair em Osaka (talvez seja um dos lugares mais populares). Já estava escurecendo, e por consequência começou a juntar uma galera lá. Vimos um outdoor do leite que tomamos todo dia ("Oishii GyuuNyuu" ou "Leite Gostoso" em português - sim, é o nome da parada!) e resolvemos voltar. No caminho passamos por uma espécie de shopping subterrâneo chamado "Namba Walk". Olha, os caras são bons, que pra construir isso não deve ter sido muito fácil não... É uma estrutura que fica debaixo das ruas, com várias lojas e acesso a estações de metrô. Quando você desce a escada do mundo externo para a Namba Walk, parece que você está saindo de um mundo para outro. Mais uma coisa que quem vier para Osaka tem que visitar: Namba Walk. Entramos na estação. Mais uma hora de trem. Vamo nessa...
Chegando no dorm, checamos a correspondência e escutamos um barulho no lobby. Tava rolando uma festinha de início do programa "Let's Talk in Japanese", é um evento que japoneses vem falar com os gringos pra eles treinarem. Como eu precisava de treino e tava rolando a festinha, me inscrevi. Não sei o que vai dar, mas vamo nessa!
Acabando a festa, e devido às andanças vespertinas, resolvi aproveitar e dormir cedo, sexta-feira chegando, vamos ver o que dá!

quarta-feira, abril 13, 2005

Dia do frio

Dormi, mas não foi tããão bom assim: fez uma senhora friaca de noite, e o esperto só teve a capacidade de pegar o cobertor 30min antes da hora de acordar. Tudo bem, pelo menos deu pra curtir um pouquinho. Ao descer para tomar café, encontrei com aquela japa que fez o tour do dormitório conosco. Aproveitei para perguntar se iria chover, ficar frio e tal, uma vez que eu não entendo nada do que está escrito na previsão do tempo:
-So, tonight was kinda cold, wasn't?
-Yes, yes...
-Do you know if its gonna rain or not? I cannot read the forec...
-No, no! Today is going to be very hot! Don't mind!
-Ah! Thanks! Good day!
-Good day.
Não precisa nem dizer o que aconteceu, né? Caracas, fez um frio do cão! Nossa, se a mina que me deu essa info passasse na minha frente não ia dar certo... Ok, deu pra chegar no colégio, pelo menos a sala se mantém em uma temperatura agradável. Mais uma bateria de aulas punk, hora do almoço. O almoço foi tranquilo, quer dizer, tirando o fato que rolou uma enguia muito louca no meio. Não é tão ruim assim, mas é estranho pro cérebro. Aceitável, de fato. Mais aulas punk. 16h da tarde, juíz ergue o braço, fim do segundo tempo, vamos pra casa!
No caminho, paramos para uma pequena escala na AU de novo, fazer mais um celular, desta vez para o André (Indonésia). O comédia de sempre, Shima, não estava lá, mas foi di boa: na falta de um comédia, vem outro mais comédia ainda! Cara, a roupa desses caras, por mais que seja formal, é muito engraçada! Ponto de parada obrigatório ao vir para o Japão é entrar em alguma loja que existam vendedores jovens (o que não é muito difícil) que não usem uniformes (o que é um pouco mais difícil). Rola aquela esperada básica de 1h de novo, aproveitamos para comprar uns biscoitos no hyaku-en (O hyaku-en que nos dá suporte para aturar a 1h de espera). Como a larica bateu forte, resolvemos comprar uns Takoyakis no kioski da frente. A tia lá ainda deu uns a mais que sobraram na forma, ficamos sentados no meio fio curtindo o rango e uma friaca bacaninha. Dado o tempo, pegamos o celular e seguimos para casa, onde rolou UM PICO DE FRIO. Não tem jeito, sempre no Minami Senri Kouen (o parque que separa a nossa estação do dormitório) está uma temperatura pelo menos 5 graus abaixo do resto de Osaka. Pra completar a alegria, seguimos para o Peacock para comprar comida e adivinha só: fechado! É tão show de bola quando você tem que sair no gelo pra ir no mercado e ele está fechado. Para evitar piores, voltamos logo para casa. Fui fazer meu shukudai (dever de casa) e logo apaguei.

terça-feira, abril 12, 2005

Let the Carnage Begin!


Resolvemos testar um novo caminho, o 3º desta vez. Tivemos sucesso até, mas é mais conveniente que econômico em termos de tempo. De qualquer forma, o que importa é que por extrema sorte começou a chover. Tudo bem, hora de estrear os guarda-chuvas...
Primeiro dia de aula é sempre uma coisa estranha, agora, ter um primeiro dia de aula onde ninguém fala sua língua, ninguém é sequer do seu país, poucos falam inglês e este muitas vezes parco e um professor mandando tudo em japonês. Se entendi 50% do que a professora dos dois primeiros horários falou eu mandei bem demais! Pelo menos ela é gata, ou pelo menos bonitinha, ou então melhor que as outras professoras. Depois tivemos um horário com um louco, com cara de louco, com jeito de louco, cabelo de louco, óculos de louco... O cara é uma figura, já vi que as terças-feiras serão divertidas.
Almoço é sempre uma aventura num lugar novo, só que desta vez seria enfrentar o refeitório. Primeiro desafio foi comprar o ticket. A máquina TODA em kanji ou com números. A sorte é que tinha um exemplar de cada prato num display, logo rolou de olhar os "desenhos" na plaquinha na frente do que queria e comparar com o da máquina. Só não sabíamos o que ia rolar de comer ainda. No final o rango foi bom, e pelo que gastamos valeu a pena!
Começa o segundo tempo, entrou uma professora meio estranha dizendo que seria a nossa representante. Tudo bem, vamo nessa né, não tem como escolher mesmo... Última aula foi num laboratório de línguas, vulgo LL, com uma aula de listening bem "bacana". Fim de jogo, voltar pra casa.
Na estação, ou melhor, no Garden Mall (do lado da estação), fomos mais uma vez ao Oasis, desta vez resolvemos fazer o cartão de fidelidade (como muitas lojas aqui tem). Só que eu creio que talvez antes de sair de Osaka eu ganhe pontos suficientes para comprar um biscoito, uma vez que a cada compra 1% do dinheiro gasto vira ienes-ponto e um biscoito é por volta de 100 ienes, só quando acumular 10.000en vamos ter ponto pra pensar em trocar. Beleza, sem palas.
No dormitório, mais uma vez, os brazucas se juntaram. Momento de rir e pah, trocar umas idéias. Foi eu aproveitar que não tava tão frio e fui tomar banho logo antes de comer. Se alguém queria saber onde está Murphy, certamente ele estava no Japão hoje, que a porra do aquecedor de água tava com pala. Tudo bem, tudo bem, foi difícil mas rolou. Ah, eu esqueci de falar que ontem quando fomos com a gringa comprar o celular dela acabamos ganhando dois copos da AU de brinde.E hoje, pra colaborar, faltou coisa pra fazer, sobrou uma foto de nós com o Shima no dia que compramos o cel, sobrou também uma superbonder e um lápis. O que que deu isso: conseguimos trocar a propaganda da AU pela foto, e ficou como meta dar esse copo depois pro Shima. Vamo ver quão comédia vai ser.
"Janta", como hábito "new-comer", sucrilhos e torrada; Fora isso, bom, dormi.
(foto: Shima, Diogo, Eu, Chuba no dia que compramos o cel)

segunda-feira, abril 11, 2005

"Homem faz isso?"

Novo dia, e dia de prova. Resolvemos pegar um caminho alternativo do que os senpais tinham nos ensinado, e resultou na economia de uma troca de trem e uns 10min de lucro no final. Acabamos chegando cedo para o teste de nivelamento. Grande bosta eu ter chegado cedo, fiquei na primeira prova (claro, com meu nível "felomenal" de japonês não esperava muita coisa... melhor assim). O froids foi esperar o Diogo que ficou até a última prova, por volta de 12h, e eu no lobby do colégio parado. Hora do almoço, fomos ao Sukiya de novo, comer um tondon. A Crystal, a americana que foi conosco na prefeitura de Suita, acabou juntando conosco para comprar o celular dela, uma vez que iríamos novamente à AU atualizar uns documentos que faltavam.
Chegando à loja, mais uma vez fomos atendidos pela figura hilária do Shima. Os japas tem, às vezes, um visual realmente exótico , mas direto os caras se superam. Ao chegar no momento "esperem 1 hora", fomos mais uma vez ao hyaku-en (loja 100ienes) para comprar um pouco de "junk food". Desta vez nós que juntamos com umas coreanas pra fazer um social. Na verdade quem queria fazer um social era o Diogo com uma das coreanas, a outra, bom, ela é gente boa, e é só o que a amizade me permite dizer. Compramos comida, e como sempre, inutilidades. Voltei para casa com um zippo falsifa forte, mas acende, tá valendo.
No dormitório os brazucas se juntaram, e desta vez foram os quatro ficar falando besteira (eu, Chuba, Diogo e Mariana). Enquanto isso o Diogo resolveu fazer a plaquinha dele de "estou/não estou". Divertido foi quando ele pendurou a plaquinha na porta e, por coincidência, a Ii-san (ii-san, a coreana que o Diogo tava arrozando) estava passando na frente, viu a placa e disse pra ele: "ué, homem faz isso?". Heheheh, piada para o resto da semana, deu mole, rodou.

domingo, abril 10, 2005

Loja da Treta

Começa mais um dia. Tudo normal, salvo o fato que o companheiro no Japão tava meio mal. Algo como uma febre com alguma baitolice que eu não entendi direito, mas como eu preciso dele pra falar japonês tive que dar um help. Hehehe, brincadeiras à parte, o coleguinha não tava muito bem não, cheguei a ficar preocupado até, talvez tenha sido o stress da viagem mais o clima frio mais sei lá e a saúde arriou as pernas. Bom, doente ou saudável tínhamos que ir no colégio (sim, domingo ir no colégio...).
1 hora de trem e chegamos na área. Estação certa, saída errada. Não "errada", mas um pouco mais longe que a saída que estava indicada no nosso mapa. Demos uma andada básica, encontramos o Damien (de Côte d'Ivoire) e aproveitamos pra treinar o francês tosco que haviamos aprendido há um bom tempo. No colégio recebemos algumas indicações, fizemos o protocolo para abrir nossa conta no correio, nos informaram que no dia seguinte teríamos uma prova para ver o nosso nível. O processo acabou antes do meio dia, aproveitamos para conhecer os restaurantes da área. Acabamos indo no Sukiya, um lugar bom pra comer, rango até barato. Gastamos um tempo lá, fizemos um social com os outros intercambistas, que nos informaram que a previsão do tempo para o dia era de chuva. Como não tínhamos guarda-chuva, logo ao sair do Sukiya demos de frente com uma loja de artigos usados e/ou perdidos no metrô.
Para quem se perguntava, os guarda-chuvas perdidos vão parar em lojas deste tipo. Cara, tinham MUITOS guarda-chuvas lá, deu pra escolher o que mais se adequava às necessidades. E estavam a 200 yen apenas*! Claro que rolou de entrar na loja, e ao entrar que rolou o choque: algumas câmeras digitais, dicionários eletrônicos, cds, roupas, canetas, isqueiros, uma mp40 da segunda guerra mundial, bolas de golfe... Calmaê, sim, uma MP40! Para quem não entende, uma das armas padrões do exército nazista alemão. Como ela foi parar no Japão, e como foi esquecida num metrô, não sei. Mas tinham algumas inscrições em alemão na bandoleira, a arma parecia funcionar ainda apesar de um pouco enferrujada. O carregador saía e voltava, o gatilho funcionava e a alça de manejo (aquela coisa que geral puxa em filme que faz o "cleck-cleck" antes de atirar) também funcionava. Perguntei o preço só por curiosidade: 1000yen. SÓ? Sim, só. Quase que eu comprei, o problema é que armas de fogo são extremamente proibidas por aqui.
Saímos da loja. Mas a MP40 não saía da minha cabeça. Eu PRECISAVA ir à uma delegacia e perguntar sobre isso, mas só depois, que o meu tradutor tava mal das pernas e tínhamos que fazer o nosso passe de trem, conhecido como "teiki" por aqui. A princípio era para ser fácil, fomos com uns senpais de outros países, mas a primeira estação que fomos o lugar de fazer o ticket tava fechado. Ok, acabamos parando em Umeda (uma estação bem grande de Osaka). Gastamos um tempinho na fila mas conseguimos fazer o lance. O coleguinha ainda tava mal, resolvemos voltar logo pra casa.
Descemos em Minami-Senri, aproveitamos para passar no Oasis (mercado do lado da estação), compramos alguma coisa pra comer e voltamos. Aproveitei a sobra de tempo pra desfazer a guerra que estava o meu quarto, começar a dar uma arrumada é bom de vez em quando. Banhoso básico, comer e capotar.

*Conversão iene->dólar: a taxa de câmbio é de aproximadamente 1USD=105JPN faz um bom tempo, mas para vocês entenderem melhor o preço que dá, é só pegar o valor em ienes e tirar as duas últimas casas (ou dividir por 100, como preferir). Ou seja, os guarda-chuvas estavam por volta de 2 dólares. Ah, esta conversão equivale mais ou menos ao poder de compra também. E é semelhante ao poder de compra do Real, isto é, o que dá pra comprar com um real no Brasil é mais ou menos o que dá pra comprar com 100 ienes no Japão. Se quiserem fazer o índice McDonnalds: uma promoção do Big Mac com refri médio e batata média sai a 500 ienes. Se quiserem fazer o índice Coca-Cola: uma coca 600ml sai a 150 ienes mais ou menos.

sábado, abril 09, 2005

Keitais, e MAIS compras


Sabadão chegou, aproveitamos para fazer algumas coisas necessárias. Mas antes disso resolvemos testar o achocolatado que tínhamos comprado. Cara, é um negócio meio insosso que não dissolve bem, mas dá pra engolir (sinto falta do nescau). Ok, terminado o café, a idéia era procurar pelo meio de comunicação mais popular no Japão: telefones celulares (conhecidos aqui como keitai).
Nossa primeira investida foi no Jusco, um supermercado grande, um edifício de uns 4 andares, cada um com seções específicas. Pra variar, o que nós queríamos estava no último piso. Tudo bem. Ao chegar lá, caramba, eu realmente não imaginava que existiam TANTOS celulares, e TANTOS a zero ien. Cara, tem de tudo que é tipo, e todos com câmera. Passamos por volta de 1:30h "conversando" com o vendedor (entenda-se por "conversar" com um vendedor japônes "usar o parco conhecimento da língua e muito do conhecimento de Imagem e Ação"), aprendendo sobre o sistema de telefonia do Japão e vendo os mais variados planos e modelos. Tá que mais da metade do que o cara falou nós não entendemos, mas deu pra aprender muita coisa. O comédia foi depois de ter alugado o vendedor por tanto tempo sair com o clássico "depois a gente volta aqui...". Seguimos para a Midori, uma loja de eletro-eletrônicos logo à frente do Jusco.
Lojas de eletrônicos do Japão são realmente um problema para estrangeiros: centenas de coisas que você sempre quis ter por um preço acessível. E olha que essa não é das maiores. Depois de olhar bastante coisa, acabei faturando um ferro de passar (instinto dods de morar sozinho, acontece...), uma caixa de som pequena (um mínimo de diversão, para usar com meu diskman) e ficou na idéia de comprar um liquidificador quando saísse a bolsa*. Ao passar no caixa, nos propuseram fazer um "cartão de fidelidade", é de graça, a maioria das lojas grandes tem e a cada compra que você faz, um percentual do que foi gasto é convertido em pontos para, acumulados, serem gastos na própria loja. è uma espécie de programa de milhagens. Okay, fizemos o cartão e já estreamos com alguns pontos. Ao sair da loja, 20 passos depois da porta, vem um vendedor correndo e chama o Chuba. Hehehehe, já rolou a sacanagem entre nós: "tinha que ser um brasileiro, mal saiu da loja com um pacote e os vendedores já ficam de olho...". Menos mal que era só um problema de cadastro. A sorte foi que se o vendedor não tivesse chamado o Chuba eu não ia notar que o meu ferro tava sem garantia. O azarado virou eu... Beleza, 15min perdidos até fazerem minha nota fiscal de novo com a garantia. Saímos, desta vez olhando para ver se não vinha nenhum japa correndo.
Exaurida uma das fontes de celulares, fomos procurar por perto da estação de Kandai-Mae, nos disseram que tinha uma loja da AU (única operadora de celular com planos para estudante) e resolvemos conferir. De fato foi bem fácil achar, logo ao sair da estação estava lá um grande banner "AU", laranja, chamando os gaijins (gringos). Entramos, ficamos mais uma boa hora conversando com um vendedor comédia, Shima é o nome da figura. Depois de tanta informação (a maioria de Imagem e Ação e de alguns textos em português -sim, português do Brasil ainda!) foi de decisão e de necessidade geral parar para comer em algum lugar. Rolou o clássico "depois a gente volta aqui..." e saímos. Mosburger foi o lugar escolhido, diversão total pedir alguma coisa, mesmo com os menus em katakana e apontando para o que quer. No final das contas, comemos bem.
Acabado o almoço, hora de fazer um pequeno reconhecimento na área. O nome da estação, Kandai-mae, significa "à frente da Kandai (Kansai Daigaku - Universidade de Kansai). Resultado: três gaijins entrando no meio de uma universidade onde só tinha japas. Sério, eu me senti o ET total andando lá, ainda mais o Chuba com uma camisa "BRASIL". Andamos uns bons 500m na universidade e do nada resolvemos voltar antes que alguém fosse encher o saco. Esse retorno que foi engraçado: no caminho que fizemos, existiam vários murais provavelmente de trabalhos de estudantes da Kandai e um deles era uma porta desenhada, com uma maçaneta real. Paramos na frente da porta, tentamos abrir, e ao "perceber" que não abria voltamos a andar no outro sentido. Se algum japa viu isso, deve rir toda vez que passa pelo mural. Decidido o plano que queríamos fazer e o celular que queríamos comprar, voltamos e pedimos 3 Sony Ericsson A1404S, pretos, iguais, com o mesmo plano. O Shima nos informou que em 1 hora estaríam prontos.
Resolvemos explorar um Hyaku-en (loja de artigos a 100 ienes, muito próxima da idéia do R$1,99 mas muuuuuuuuito mais nível). Nossa, outro lugar que não deve entrar com dinheiro. Tem muita coisa que dá vontade de comprar. Acabei faturando material pra fazer uma placa para colocar na porta do meu quarto, e mais umas besteiras, claro. Voltamos à AU e pra completar a sorte do dia, mais um cadastro com problemas. Resolvidos os problemas, mais uma hora pra gastar, desta vez resolvemos ir ao IsKara, um cybercafé com um trilhão de funções e bebida grátis (bebida=soft drinks: coca, pepsi, café, café com leite e derivados, nada alcoólico). Desta vez realmente tivemos sorte: um cara do cyber, que algo me leva a crer que é o dono, fala espanhol! Gente boa a figura, fizemos um esforço colossal para falar espanhol ou ao menos um portunhol claro e rolou uma comunicação massa. Mais um cartão de fidelidade, e uma breve comunicação com o Brasil. Ao final da 1h e de uns 4 ou 5 copos de bebida, fomos pegar os keitais. Tiramos uma foto com o Shima só para fazer um filme para uma possível futura aquisição de celulares e resolvemos voltar pra casa.
Ao chegar em casa, primeiro grande mérito foi colocar o celular em inglês, o segundo foi configurar e o terceiro foi começar a usar a função celular da câmera portátil. Trocamos os contatos, configuramos e algumas fotos e e-mails começaram a rolar. Depois de enjoar do brinquedo novo, fiz minha placa da porta. E, finalmente, deitar e dormir depois de um dia cheio de caminhada.

*Um pequeno anexo: 90% das coisas legais e/ou necessárias que vemos por aqui ficam para ser compradas com a próxima bolsa, e desses 90%, por volta de 75% é esquecido e 10% é jogado para a próxima bolsa quando recebemos o dinheiro. Maneira interessante de enganar o seu instinto consumista! Vale lembrar que andar com dinheiro no Japão é perigoso: de fato, eu ainda não vi nenhum caso de ninguém ser roubado ou baterem a carteira, mas que você gasta fácil dinheiro se sair andando por aí, ah gasta.

sexta-feira, abril 08, 2005

O começo da cultura shopaholic

Acordei às 6:00 sozinho. Não creio ser efeito da jetlag, na verdade acredito que não cheguei a sentir os sintomas dela não. Descemos para a cozinha, nosso primeiro café dá manhã foi torrada com café com leite em lata tirado da vending machine que tem DENTRO do dormitório. Foi um sucesso: a torrada estava no ponto, com margarina e o café, bom, o café estava gostoso. Juntamos com geral no lobby do dormitório para visitar o nosso colégio.
Ao chegar no colégio, fizemos um tour, vimos um vídeo, conhecemos os senpais que formaram no ano passado e fomos para uma palestra. Acho que a palestra deve ter sido interessante, mas como foi 95% em japonês eu não entendi muita coisa. Nessa palestra deu pra perceber COMO TEM CHINÊS AQUI. Estudando no mesmo ano letivo que eu são 250 chineses de 307 alunos se não me engano, é alguma coisa escrota mesmo. Em seguida os senpais levaram a renca para almoçar no shopping Hep-Five, nas proximidades da estação de Umeda (uma das maiores aqui). Chegando lá comemos num canto que era "coma o quanto quiser, beba o quanto quiser, em 1h". Rango forte, foi massa. Depois o grupo separou, com a indicação do senpai filipino de "para voltar, pegue trem para kita senri, é fácil. KITA SENRI, não esqueça este nome". Ok, fomos dar um rolé pelo shopping, vimos havaianas numa loja vendendo, acabamos passando na GAP pra comprar sobretudo. Foi uma indicação que nos deram, comprem as coisa de frio quando chegar que vão estar mais baratas. De fato, paguei 4000yen em um sobretudo muito style, só não era até o pé como eu queria, mas é show de bola.
Retorno pra casa, pegamos o trem certo, não sabemos como chegamos à plataforma certa, mas chegamos. Retornando pelo parque encontramos o Bram (o belga) e um outro cara, o Rashid (de Nova York) jogando freesbie. Entramos no meio da onda e ficamos jogando um tempo lá. Toooootalmente sem coordenação pra jogar freesbie, mas foi divertido. No meio da diversão apareceu um louco da Indonésia, o André, perguntando se alguém queria jogar futebol. Eu e o Rashid entramos na onda, fomos jogar contra 3 japas, deviam ter uns 15-16 anos. Caracas, foi uma peia forte, 10x4 pros japas. Tá, eles eram todos do clube de futebol do colégio, mas mesmo assim foi palha tomar de 10. Pelo menos deu pra divertir. Voltando pro dorm, banho e saímos para uma caminhada noturna pra achar um mega-mercado chamado Jusco, seguindo a simples indicação de "segue esta rua até... até... ver o Jusco".
Chegando lá, claro, o instinto shopaholic bateu de novo. Acabamos comprando mais umas roupas lá, eu faturei só um abrigo semi-impermeável por 1000yen. Descemos pro andar de comida, compramos leite e achocolatado para evoluir o café da manhã e resolvemos sair. Nossa, tava uma friaca MONSTRA. A minha sorte é que eu tinha saído com um casaco que eu usava lá no sul, mas mesmo assim tava com frio. O diogo acabou usando os dois casacos que tínhamos acabado de comprar(o meu e o dele) e ainda tava com frio. Paramos numa outra combini no caminho, Coco, e mandamos um obentô. Vencendo a friaca, chegamos de volta ao dorm, rolou uma troca de experiências com o Chuba, que está com uma rotina diferente da nossa. Finalizada a conversa, guardadas as novas aquisições no armário, hora de apagar.

quinta-feira, abril 07, 2005

Um novo mundo

Caramba, dormir com um futon é muito bom. O triste é você acordar com seu telefone tocando. Sim, meu primeiro dia no Japão e meu telefone do quarto começa a tocar. Mas como eu tava dormindo eu nem pensei direito, atendi direto:
-Alô, whoops... Hi.
-Porra muleque, acorda ae, vamo dar uma andada, procurar alguma coisa pra comer?
-Ah, é tu, Diogo. Bele, dá um tempo pra eu trocar de roupa e vamos.
Nossa agenda somente indicava que tínhamos coisa pra fazer de tarde, fazer nosso registro de Alien na Prefeitura de Suita (Suita é uma cidade dentro de Osaka, tipo São Paulo, onde rolou uma conurbação muito forte e tem altas cidades dentro). Com tempo resolvemos andar pelas proximidades. Com um proto-mapa dado para nós das utilidades das redondezas, fomos atrás de um mercado e de uma Combini ("combini" é a abreviação de "combiniense sutoa" em japenglish- ou "convinience store" em inglês, são as lojas que funcionam 24H, e tem quase tudo dentro).
Andando no meio das quadras residenciais achamos umas coisas interessantes: um Honda S2000, uma M3 e um carro muito engraçado com o nome de Capuccino, é um esportivo compacto. COMPACTO! No caminho podemos apreciar a arquitetura nipônica. É um tanto quanto diferente, e a estrutura de "cidade" diferente da estrutura "Brasília" foi outra coisa que chamou atenção. Chegamos até o mercado mais próximo, o Peacock, achamos do lado uma loja de 100yen (hyaku en), fomos até o Lawson (uma combini), acabamos comprando um obentô pra comer e café nas vending machines. Obentô é a comida pronta, tem bastante aqui, e geralmente é boa. As vending machines tem mais que pivete no Brasil. Vendem de tudo, e quando eu digo de tudo é DE TUDO MESMO! Ainda não descobri metade das vending machines, mas aos poucos vou colocando updates. Voltamos pro dormitório para ir de galera pra prefeitura.
No lobby, enquanto esperávamos o nosso guia chegar, fomos conhecendo alguns bolsistas: Damien, um cara bacana que veio de Côte d'Ivoire e a Crystal, uma americana. Pegamos o metrô, descemos na parada "Suita" e seguimos para o prédio. Lá fizemos o nosso "Alien Registration Card" ou como é conhecido popularmente entre os gringos "Carteirinha de Extra-terrestre". Mas a carteirinha só ficava pronta em 1 mês. Depois foi a vez do "National Health Insurance", que por sinal é um dos melhores negócios que tem por aqui: você paga 2000yen por mês se não me engano e ganha um desconto monstro em despesas hospitalares (algo em torno de 70%). Acabando isso, ao voltarmos para a nossa estação, "Minami Senri", o cara que tava guiando foi brother e pagou um sorva pra geral. O foda é que eu acabei rodando e pegando o sorvete de chá. Sim, sorvete de chá verde, e o gosto é IGUAL ao do chá, não é doce nem merda nenhuma. Parece que você tá comendo o chá, só que congelado. Não que eu não goste de chá, eu até gosto dos chás aqui do Japão, mas é triste você comer um sorvete que não é doce e... ah, vocês entendem. Visitamos o Oasis de novo, comprei um hashi pra mim e pão de torrada para tentar evoluir as nossas refeições aqui.
O retorno para o dormitório é através de um parque, que logo nesta época que nós chegamos estava repleto de cerejeiras em flor. É muito bonito mesmo, sem palavras pra explicar o que é a época das Sakuras (flor de cerejeira). Chegando em casa, reunião dos três brazucas de novo (eu, Diogo e Chuba - novo apelido do Chubert). Como sempre, nós estavamos fazendo barulho, de repente aparece uma japa e põe a cabeça na porta do quarto que estávamos:
-Tinha que ser brasileiro...
-Opa, brazuca?
-Sim! Mariana, e vocês?
Acabamos conhecendo a pessoa mais próxima de Senpai que chegamos a ter, ela morava no quarto na frente do Chuba e já foi passando as dicas pra nós. Senpai é o veterano que te dá uma ajuda, geralmente é do seu país e que já tá aqui há um tempo. Depois de um bom tempo conversando, resolvemos dormir que teriam mais eventos no dia seguinte.

quarta-feira, abril 06, 2005

Ladies and Gentlemen, welcome to Japan

Caramba, escutar essa frase foi estranho, apesar de eu ainda não saber no que eu estava me enfiando. Ao descer do avião fomos direto para a imigração, que por sinal estava uma zona graças aos 3 vôos que haviam chegado juntos. Como não havia ordem pra entrar na fila, brasileiro que é brasileiro sempre dá um jeito. Fomos entrando na fila, mas os japas não pareciam estar gostando muito. Meu "Sentido Murphy" estava começando a apitar, quando resolvi tentar amenizar a aparência do "fura-fila" puxando conversa com um "japa":
-What time is it?
-It's... (me mostrou o relógio)
-Ah... Thanks! <...> Er, do you travel a lot to Japan?
-Yeah, once in a month.
-You are from...?
-Taiwan, and you?
-Ah, we are all brazilians!
E a conversa foi rolando, o Josafá e o Diogo entraram no meio, falamos de política, de diferenças entre o mandarim e o japonês, a fila grande e muito assunto besta. O que começou como uma amenizada acabou se tornando um ótimo passatempo, o cara era bem gente boa, rolou de nem perceber a fila indo. Agradecimentos ao tio de Taiwan que infelizmente esqueci o nome, existe uma menção à ele aqui pelo menos.
Passamos pela imigração, fomos pegar as malas, e foi quando eu notei que eu fui o cara que levou menos bagagem. Logo ao sair da sala de bagagens fomos recebidos pelo pessoal da JASSO. Dividimos o grupo que veio de Brasília/Sampa, com a promessa de se reencontrar para subir o Monte Fuji no verão. Check-in para Osaka feito, tinhamos um tempo livre, resolvemos conhecer um pedaço do aeroporto de Tókio (Narita Airport). É grande demais o trem, sô! Conseguimos achar um Starbucks lá, onde fizemos nosso primeiro contato com os nihonjins ("japonês -pessoa nascida no japão-" em japonês), onde eu pude comprar o capuccino, onde gastei meus primeiros ienes e onde comprei o primeiro item do meu "patrimônio": um pad para copos com o logo do Starbucks. E ele ainda está aqui no meu quarto! Lá também tinha um cybercafé, onde pude checar um pouco da minha vida virtual e ainda postar algo no Orkut, que por sinal vai bem rápido por estes cantos do globo. Mais um rolé pelo aeroporto, pilhas pro meu diskman, resolvemos ficar de butuca na frente do portão de embarque para evitar atrasos. Foi bacana até, lá apareceu uma equipe feminina de alguma coisa que estava levando de volta para Osaka um troféu monstruoso. Vimos umas fotos da viagem de avião no laptop do Diogo, gravamos um CD com elas para a Sílvia (intercambista, mas não monbusheira) e ficamos escutando música.
Entramos. E lá encontramos uma galera que tinha vindo pelo vôo do Canadá. Conhecemos o Menandro, o Chubert e se não me engano falamos com o Fábio também, mas não tenho certeza. Entramos no avião, mas na hora que eu sentei na poltrona não consegui manter meu ideal de ficar acordado. Fechei o olho em Tóquio e abri em Osaka numa fração menor que se eu tivesse apenas piscado o olho. Descemos naquela morgação fooooooooorte de ter viajado meio globo, juntamos com os novos brazucas e ainda meio tontos fomos falar com o pessoal da JASSO. Lá nos deram a "arrival allowance" (grana por pisar em solo japonês, mas só para bolsistas, claro) e alguns papéis. Separaram em grupos as pessoas que iam para as cidades próximas (como a Sílvia que foi para Himeji e o Fábio que foi para Kobe), juntaram eu, o Diogo e o Chubert mais uma russa para esperar uma van que demorou uma vida pra chegar. Trocamos uma idéia com ela, mas já era noite e todos estavam cansados e com jetlag. Descemos no dormitório, onde uma tia mó simpática (que no momento esqueci o nome) que nos mostrou todo o dormitório: Cozinha, Hall, Lobby, Sala de Musculação, Office (ou escritório, ou ainda jimusho) e nossos quartos. Eu fiquei com o mais da quina, só tinha um vizinho que eu ainda não sabia quem era, depois vinha o Diogo e o Chubert.
Finalizado o tour, fomos levar as bagagens para cima. Ao pegar as malas conhecemos o Jonathan (da França) e o Bram (da Bélgica). Ao voltar pro hall, somente eu e o Diogo, uma vez o Chubert resolveu apagar, o Jonathan nos levou para um mercado próximo, o Oasis, para comprar rango. Já fomos nos interando sobre rotinas e coisas do gênero, e fazer um reconhecimento na área e aproveitar pra comer o tradicional Takoyaki (uma comida típica da área de Kansai, tem polvo no meio), compramos um Cup Noodles, comemos e chapamos na cama. Estava meio frio, deu pra aproveitar o futon que tem no quarto.

terça-feira, abril 05, 2005

Aviões, Aeroportos e mais

Mas nem tudo que é bom dura pra sempre. Descemos no aeroporto JFK, em Nova York, Ohio, Massachussets, Texas. Primeira piada que veio em mente (valeu Brunório e quem mais tenha participado da idéia) foi a de falar "Krakhozia" para o oficial da imigração. Ah, sem contar o fato do pessoal tentar entender o que vinha a ser um bando de brasilerio com chapéu de aniversário. Para facilitar a explanação, resolvemos dizer que era aniversário da Viviane. Voltando à fila, quando estava com a piada pronta me chamaram para o guichê. Na hora que eu vi o cara com aquele porte de Marine-recém-voltado-da-guerra-do-Iraque-querendo-ver-sangue decidi adaptar a piada para o bem da minha viagem ao Japão:
-Good Morning, yo hablo español.
-No thanks, I rather english, please.
-Ok, papers please.
-Here. <...> Have you watched the movie called "Terminal"?
-Yeah, such a stupid movie, don't you think? (Neste momento passou pela minha mente abortar a idéia da piada, mas resolvi mesmo assim falar "Krakhozia", mesmo que indiretamente...)
-The movie was here?
-No, in the LAX. Are you here only in transit?
-Yes. Hmm, did someone said "Krakhozia" here, like a joke?
-Yeah, often someone says. No funny, though. Look to the camera, please.

-Your fingers, please.

-Thanks, welcome to de United States. By the way, nice hat.
-Thanks, good morning.
Hehehe, é realmente engraçado andar com um chapéu de aniversário do Bob Esponja de galera nos Estados Unidos. Em sequência, fomos para um lugar para um raio-X básico. Na fila, o pessoal separou o Claus da fila e em seguida me separaram para um "bacú" de ar. Não sei se nós pareciamos muito estranhos, ou se era o fato de eu estar com uma calça camuflada e um coturno, o que importa é que levei um bacú de ar e outro eletrônico, tive que tirar cinto, coturno... Pelo menos o pessoal dessa área era mais gente boa, faziam piada e tal. No caminho para o portão de embarque, eu no meu princípio do sentimento consumista que mais tarde viria a se tornar mais forte, queria gastar uns dólares, nem que fosse pra comprar um capuccino. Pra aumentar minha sorte SÓ A MÁQUINA DE CAPUCCINO DA ÚNICA CAFETERIA QUE TINHA NO LOBBY TAVA QUEBRADA. Sem guaraná e sem capuccino, e sem gastar um dólar, entramos na fila grande.
Altos japas desesperados para entrar no avião, mas como tínhamos lugar marcado mesmo resolvemos deixar para o final da fila. Rolou um proto-truco em solo yankie, mas não durou muito. Rolaram algumas fotos e entramos no sarcófago alado de novo para mais uma sessão de trocentas horas de vôo. A tripulação era mais xarope. Nesse tempo assisti "Tesouro Nacional", "Os Incríveis" e joguei umas paradas dementes que tinham no vídeo game da cadeira. A vista é muito maneira lá de cima, passar sobre as planícies geladas é muito show de bola! Apesar de não estarmos na janela, o cara que estava na janela era brother, trocava mó idéia com geral que vinha lá em cima visitar e deixava nós usarmos a janela de vez em quando. O complicado estava a tripulação, mas deu pra lidar com eles. Consegui ficar quase a maioria do vôo acordado pra minimizar a jetlag. Ao chegar no espaço aéreo nipônico, a bunda já não aguentava mais e o sono tava monstro...

segunda-feira, abril 04, 2005

O começo

Então, tudo comecou num dia normal, quer dizer, quase normal. A única coisa diferente era que eu "apenas" iria me mudar para a Terra do Sol Nascente, e dentro de algumas horas a vida estável e confortável (porém não fácil, os seguidos fracassos na maldita prova do vestibular me incomodavam um pouco...) seria trocada por algo que eu ainda não sabia direito o que era. Provavelmente esta mudança deveria me deixar em pânico ou assustado ou mais triste do que feliz, mas o que importa é que a ficha ainda não tinha caído, e eu ainda tenho minhas dúvidas se ela caiu, uma vez que hoje quando fui configurar meu novo computador eu tive que colocar "moro no Japão" mas ainda me soava estranho. Vai entender?
Retornando ao tema, eu gostaria de agradecer a todos que foram às minhas despedidas, um agradecimento especial a quem pode ir no aeroporto, foi uma experiência muito bacana. Há pouco tempo eu que estava no aeroporto vendo amigos meus partindo em intercâmbio, desta vez eu iria conhecer o outro lado.
Cheguei ao Aeroporto Internacional de Brasília duas horas antes do vôo como me foi informado pelo pessoal da Ômega Turismo. Não me espantou o fato de eu ser um dos primeiros a chegar. Comigo vieram alguns amigos e logo chegaram outros, transformando o aeroporto numa grande roda de conversa. Cara, é realmente interessante como você vê as pessoas diferente nos momentos antes do que se chamam de "despedida". O pessoal do GEMA (muitos dos meus melhores amigos) me deu a grande satisfação de se fazer ouivir no aeroporto os gritos de Tropa e de Patrulha que hoje já me parecem tão distantes, porém ainda guardados num lugar especial. Mas vamos deixar esta parte de lado que é a parte que muitos ainda viram.
Na sala de espera do vôo para São Paulo a equipe de monbusheiros estava mais uma vez junta: Eu, Diogo, Josafá, Viviane, Daniel, Sandro, Alexsandr, Aline e Rafael. Ainda estávamos olhando um para a cara do outro tentando descobrir no que estávamos nos enfiando. Voamos para Sampa, onde nos deslocamos direto para o "singelo" balcão da JAL. Nesta hora começou a diversão: como tínhamos combinado com um pessoal de Sampa, principalmente com o Claus, todos os bolsistas deveriam estar com um chapéu de aniversário para fácil identificação. O pessoal que estava no aeroporto ainda tentava entender o que estava acontecendo enquanto pessoas de chapéu de aniversário começavam a se encontrar... Foi um bom passatempo enquanto esperávamos na fila, até que uma alma piedosa resolveu abrir o balcão "check-in sem bagagem", que, por sinal, era nosso caso. Furamos uns 50 minutos de fila, hehehe, começamos como bons brasileiros já!
Em seguida, fomos comer nossa última refeição em solo tupiniquim: McDonnalds. Okay, eu sei, não é uma refeição nem saudável nem brasileira nem barata nem porra nenhuma, salvo que é prático e que tinha guaraná. Porém quando chegou a hora de fazer o pedido a máquina tava quebrada. "Pô tia, tem CERTEZA que não tem nenhum guaraná aí? É minha última refeição no Brasil...". Dá pra imagina a resposta né? Do jeito que eu sou azarado, nada de guareba. Rolou uma breve ligação para casa só para dizer "sim, eu estou bem, estou indo pro Japão, não, ainda não mudei de idéia". Check-in, passar pelo balcão da PF e então entrar no lobby para um chá de fila. Neste momento fomos conferir os lugares. Somente eu e o Diogo estávamos no upperdeck do avião (andar de cima, avião chique tem dois andares né?), o que fez ele quase me espancar por ter seguido meu conselho. Poutz, essa foi complicada, mas beleza, dá pra andar dentro do avião. Mas foi xarope ficar escutando "pô, tinha que seguir teu conselho né? agora vamo ficar longe de geral..." até a hora de embarcar. Falando nisso, enquanto estávamos na fila o telefone público que estava do nosso lado na fila começou a tocar. Vai nosso amigo Claus atenter e gentilmente procurar uma desconhecida no meio da fila. Hehehe, essa cena foi memorável: "oi, você é a *****? não? desculpe" e "ow, quem é a ******? tem telefone pra você!". Incrivelmente ele conseguiu achar a tia, a cara dela que estava engraçada. Ganhamos um pin dos bolsistas cedido pelo pessoal de sampa, foi mal aê Fábio, se eu soubesse que vocês iam mandar fazer eu entrava no racha também. De qualquer modo, obrigado pessoal de Sampa, o pin continua na minha mochila!
Entramos no avião, eu ainda com a xaropagem no meu ouvido, até a hora que descobrimos que o nosso lugar ficava do lado da saída de emergência, ou seja, existia mais ou menos 1,5 metro de espaço LIVRE para nós. Nesta hora a xaropagem mudou de lado: "aaahn... desce lá e pede pra trocar com alguém então...". Guardem este episódio, parece que nós temos uma certa sorte com lugares ao acaso... O vôo foi bem tranquilo, a tripulação era de maioria brasileira, e uma japa que tinha lá falava português fluente, além de ser gata e gente boa. Deu cerva e salgadinhos extra pro pessoal que vinha visitar nós no "upperdeck monbushou hall".