terça-feira, abril 05, 2005

Aviões, Aeroportos e mais

Mas nem tudo que é bom dura pra sempre. Descemos no aeroporto JFK, em Nova York, Ohio, Massachussets, Texas. Primeira piada que veio em mente (valeu Brunório e quem mais tenha participado da idéia) foi a de falar "Krakhozia" para o oficial da imigração. Ah, sem contar o fato do pessoal tentar entender o que vinha a ser um bando de brasilerio com chapéu de aniversário. Para facilitar a explanação, resolvemos dizer que era aniversário da Viviane. Voltando à fila, quando estava com a piada pronta me chamaram para o guichê. Na hora que eu vi o cara com aquele porte de Marine-recém-voltado-da-guerra-do-Iraque-querendo-ver-sangue decidi adaptar a piada para o bem da minha viagem ao Japão:
-Good Morning, yo hablo español.
-No thanks, I rather english, please.
-Ok, papers please.
-Here. <...> Have you watched the movie called "Terminal"?
-Yeah, such a stupid movie, don't you think? (Neste momento passou pela minha mente abortar a idéia da piada, mas resolvi mesmo assim falar "Krakhozia", mesmo que indiretamente...)
-The movie was here?
-No, in the LAX. Are you here only in transit?
-Yes. Hmm, did someone said "Krakhozia" here, like a joke?
-Yeah, often someone says. No funny, though. Look to the camera, please.

-Your fingers, please.

-Thanks, welcome to de United States. By the way, nice hat.
-Thanks, good morning.
Hehehe, é realmente engraçado andar com um chapéu de aniversário do Bob Esponja de galera nos Estados Unidos. Em sequência, fomos para um lugar para um raio-X básico. Na fila, o pessoal separou o Claus da fila e em seguida me separaram para um "bacú" de ar. Não sei se nós pareciamos muito estranhos, ou se era o fato de eu estar com uma calça camuflada e um coturno, o que importa é que levei um bacú de ar e outro eletrônico, tive que tirar cinto, coturno... Pelo menos o pessoal dessa área era mais gente boa, faziam piada e tal. No caminho para o portão de embarque, eu no meu princípio do sentimento consumista que mais tarde viria a se tornar mais forte, queria gastar uns dólares, nem que fosse pra comprar um capuccino. Pra aumentar minha sorte SÓ A MÁQUINA DE CAPUCCINO DA ÚNICA CAFETERIA QUE TINHA NO LOBBY TAVA QUEBRADA. Sem guaraná e sem capuccino, e sem gastar um dólar, entramos na fila grande.
Altos japas desesperados para entrar no avião, mas como tínhamos lugar marcado mesmo resolvemos deixar para o final da fila. Rolou um proto-truco em solo yankie, mas não durou muito. Rolaram algumas fotos e entramos no sarcófago alado de novo para mais uma sessão de trocentas horas de vôo. A tripulação era mais xarope. Nesse tempo assisti "Tesouro Nacional", "Os Incríveis" e joguei umas paradas dementes que tinham no vídeo game da cadeira. A vista é muito maneira lá de cima, passar sobre as planícies geladas é muito show de bola! Apesar de não estarmos na janela, o cara que estava na janela era brother, trocava mó idéia com geral que vinha lá em cima visitar e deixava nós usarmos a janela de vez em quando. O complicado estava a tripulação, mas deu pra lidar com eles. Consegui ficar quase a maioria do vôo acordado pra minimizar a jetlag. Ao chegar no espaço aéreo nipônico, a bunda já não aguentava mais e o sono tava monstro...

2 comentários:

Laly disse...

Hah! Ainda bem q tu num fez a piada, o cara ia ter ficado muito puto! ahuaihauiah e tu de calça camuflada, coturno e chapéu de aniversário devia tá lindo, hein....^^ heheheheheh
bjos!!!

Alê disse...

mto doida a história do marine =P essa vc não tinha me contado!
não sabia que ficar acordado minimizava o jetlag, vou me lembrar dessa =D

saudades viu!

beijos!