sábado, abril 09, 2005

Keitais, e MAIS compras


Sabadão chegou, aproveitamos para fazer algumas coisas necessárias. Mas antes disso resolvemos testar o achocolatado que tínhamos comprado. Cara, é um negócio meio insosso que não dissolve bem, mas dá pra engolir (sinto falta do nescau). Ok, terminado o café, a idéia era procurar pelo meio de comunicação mais popular no Japão: telefones celulares (conhecidos aqui como keitai).
Nossa primeira investida foi no Jusco, um supermercado grande, um edifício de uns 4 andares, cada um com seções específicas. Pra variar, o que nós queríamos estava no último piso. Tudo bem. Ao chegar lá, caramba, eu realmente não imaginava que existiam TANTOS celulares, e TANTOS a zero ien. Cara, tem de tudo que é tipo, e todos com câmera. Passamos por volta de 1:30h "conversando" com o vendedor (entenda-se por "conversar" com um vendedor japônes "usar o parco conhecimento da língua e muito do conhecimento de Imagem e Ação"), aprendendo sobre o sistema de telefonia do Japão e vendo os mais variados planos e modelos. Tá que mais da metade do que o cara falou nós não entendemos, mas deu pra aprender muita coisa. O comédia foi depois de ter alugado o vendedor por tanto tempo sair com o clássico "depois a gente volta aqui...". Seguimos para a Midori, uma loja de eletro-eletrônicos logo à frente do Jusco.
Lojas de eletrônicos do Japão são realmente um problema para estrangeiros: centenas de coisas que você sempre quis ter por um preço acessível. E olha que essa não é das maiores. Depois de olhar bastante coisa, acabei faturando um ferro de passar (instinto dods de morar sozinho, acontece...), uma caixa de som pequena (um mínimo de diversão, para usar com meu diskman) e ficou na idéia de comprar um liquidificador quando saísse a bolsa*. Ao passar no caixa, nos propuseram fazer um "cartão de fidelidade", é de graça, a maioria das lojas grandes tem e a cada compra que você faz, um percentual do que foi gasto é convertido em pontos para, acumulados, serem gastos na própria loja. è uma espécie de programa de milhagens. Okay, fizemos o cartão e já estreamos com alguns pontos. Ao sair da loja, 20 passos depois da porta, vem um vendedor correndo e chama o Chuba. Hehehehe, já rolou a sacanagem entre nós: "tinha que ser um brasileiro, mal saiu da loja com um pacote e os vendedores já ficam de olho...". Menos mal que era só um problema de cadastro. A sorte foi que se o vendedor não tivesse chamado o Chuba eu não ia notar que o meu ferro tava sem garantia. O azarado virou eu... Beleza, 15min perdidos até fazerem minha nota fiscal de novo com a garantia. Saímos, desta vez olhando para ver se não vinha nenhum japa correndo.
Exaurida uma das fontes de celulares, fomos procurar por perto da estação de Kandai-Mae, nos disseram que tinha uma loja da AU (única operadora de celular com planos para estudante) e resolvemos conferir. De fato foi bem fácil achar, logo ao sair da estação estava lá um grande banner "AU", laranja, chamando os gaijins (gringos). Entramos, ficamos mais uma boa hora conversando com um vendedor comédia, Shima é o nome da figura. Depois de tanta informação (a maioria de Imagem e Ação e de alguns textos em português -sim, português do Brasil ainda!) foi de decisão e de necessidade geral parar para comer em algum lugar. Rolou o clássico "depois a gente volta aqui..." e saímos. Mosburger foi o lugar escolhido, diversão total pedir alguma coisa, mesmo com os menus em katakana e apontando para o que quer. No final das contas, comemos bem.
Acabado o almoço, hora de fazer um pequeno reconhecimento na área. O nome da estação, Kandai-mae, significa "à frente da Kandai (Kansai Daigaku - Universidade de Kansai). Resultado: três gaijins entrando no meio de uma universidade onde só tinha japas. Sério, eu me senti o ET total andando lá, ainda mais o Chuba com uma camisa "BRASIL". Andamos uns bons 500m na universidade e do nada resolvemos voltar antes que alguém fosse encher o saco. Esse retorno que foi engraçado: no caminho que fizemos, existiam vários murais provavelmente de trabalhos de estudantes da Kandai e um deles era uma porta desenhada, com uma maçaneta real. Paramos na frente da porta, tentamos abrir, e ao "perceber" que não abria voltamos a andar no outro sentido. Se algum japa viu isso, deve rir toda vez que passa pelo mural. Decidido o plano que queríamos fazer e o celular que queríamos comprar, voltamos e pedimos 3 Sony Ericsson A1404S, pretos, iguais, com o mesmo plano. O Shima nos informou que em 1 hora estaríam prontos.
Resolvemos explorar um Hyaku-en (loja de artigos a 100 ienes, muito próxima da idéia do R$1,99 mas muuuuuuuuito mais nível). Nossa, outro lugar que não deve entrar com dinheiro. Tem muita coisa que dá vontade de comprar. Acabei faturando material pra fazer uma placa para colocar na porta do meu quarto, e mais umas besteiras, claro. Voltamos à AU e pra completar a sorte do dia, mais um cadastro com problemas. Resolvidos os problemas, mais uma hora pra gastar, desta vez resolvemos ir ao IsKara, um cybercafé com um trilhão de funções e bebida grátis (bebida=soft drinks: coca, pepsi, café, café com leite e derivados, nada alcoólico). Desta vez realmente tivemos sorte: um cara do cyber, que algo me leva a crer que é o dono, fala espanhol! Gente boa a figura, fizemos um esforço colossal para falar espanhol ou ao menos um portunhol claro e rolou uma comunicação massa. Mais um cartão de fidelidade, e uma breve comunicação com o Brasil. Ao final da 1h e de uns 4 ou 5 copos de bebida, fomos pegar os keitais. Tiramos uma foto com o Shima só para fazer um filme para uma possível futura aquisição de celulares e resolvemos voltar pra casa.
Ao chegar em casa, primeiro grande mérito foi colocar o celular em inglês, o segundo foi configurar e o terceiro foi começar a usar a função celular da câmera portátil. Trocamos os contatos, configuramos e algumas fotos e e-mails começaram a rolar. Depois de enjoar do brinquedo novo, fiz minha placa da porta. E, finalmente, deitar e dormir depois de um dia cheio de caminhada.

*Um pequeno anexo: 90% das coisas legais e/ou necessárias que vemos por aqui ficam para ser compradas com a próxima bolsa, e desses 90%, por volta de 75% é esquecido e 10% é jogado para a próxima bolsa quando recebemos o dinheiro. Maneira interessante de enganar o seu instinto consumista! Vale lembrar que andar com dinheiro no Japão é perigoso: de fato, eu ainda não vi nenhum caso de ninguém ser roubado ou baterem a carteira, mas que você gasta fácil dinheiro se sair andando por aí, ah gasta.

5 comentários:

Krol disse...

Pow Bill a melhor idéia sua com certeza foi essa do blog! Tô ADORANDO!!!! Mas aí...se tu tá com esse espírito consumista por ai imagina como eu estaria hehehehe Vê se manda fotos pro email da galera...mtas saudades! Bjocas! =)
P.S: Tu naum tá mais usando msn naum????

Alê disse...

véi, rolava até de fazer um livro =D ahuahuahuahua
foi mto boa a idéia de vc ter botado a foto no post, tente fazer isso mais vezes ;-)
amo vc, saudades! =***

Bel =] disse...

O paciencia pra escrever tanta coisa hein hehe
Mas to gostando =]
Concordo com atua irma, colocar fotos eh uam otima ideia...deixa a coisa mais real ;) hehhe
=***

PKF! disse...

uehuehe, caaaalma galera, devagar e sempre, né?

aprendi a colocar foto ontem só... vou ver se consigo editar os posts antigos...


no mais, valeu aí pessoal que tá frequentando! e valeu pelos elogios! críticas são bem-vindas, vou tentar melhorar a postagem de fotos =)

ah, msn, bom, não é sempre que eu entro... tô meio sem tempo, final de semestre e pah, mas de vez em quando eu apareço na net, pode deixar ;)

Diogo Souza disse...

fera esse dia, coloquei meu japones para trabalhar depois de mais de 1 ano sem abusar muito. O foda eh que os japas nao sabem falar com linguagem facil mesmo sabendo que voce nao vai entender! Eles sempre tem q falar do mesmo jeito com todos os clientes, entao vira uma coisa meio automatica...
Eh um ponto interessante da cultura. Chato... mas interessante.