segunda-feira, novembro 28, 2005

Remando contra a maré


Fãs, não morri. Tá, estou perto do estágio "preferir a morte", mas acho que vou sobreviver. Esta semana agora vai ser, de longe, a mais puxada que eu já tive. Tenho prova todos os dias, sendo que segunda (amanhã) e quinta serão as mais puxadas. Pra colaborar, sexta eu ainda tenho que fazer uma apresentação na escola primária. E domingão é a hora da verdade. Quer dizer, eu já sei que eu vou rodar, a menos que eu seja premiado na loteria. Mas tudo bem, já me falaram que não tem problema eu não passar (versão oficial), o problema é que eu não gosto de rodar em provas. Bom, vou continuar em ritmo frenético até a prova, depois eu atualizo direito.

Coisas a falar:
-Osaka MotorShow (Salão de Automóveis de Osaka)
-Momiji (ou Maple, aquela folha da bandeira do Canadá)
-Apresentação da molecada da escola primária (e explicar da escola primária)

Ah, e agradecer quem posta mensagens, vou responder direito no próximo post, mal aê!

domingo, novembro 20, 2005

Tem doce mais doce que o Doce de Batata-Doce?

Salve leitores do meu blog, poucos mas fiéis. Talvez mais fiéis que eu a escrever, mas tudo bem. Primeiramente deixar um abraço à tia Soy e família, valeu por aparecer na área, mando um mail decente depois! E agradecer a quem quer que leia isto. Ok, fiquei um tempo sem escrever, e vou contar só de quinta pra cá.

Quinta, voltamos a Nara (a cidade das colegiais). Iríamos fazer o mesmo trajeto, agora em dia de semana, e mais frio, o que me fez acreditar que diminuiria a chance de aparecerem colegiais de saia curta. Saímos do colégio e começamos a viagem bem: a professora já entregou uns deveres de kanji no ônibus pra fazer no final de semana e nós ainda tínhamos que falar umas frases que tinha que decorar. Ótimo, no dia de folga não consigo me livrar dos estudos! Mas beleza, vamos que vamos. Chegando lá, a friaca forte, fotos, e primeiro templo. Incrivelmente, contra todas as expectativas, começaram a chegar umas duas escolas de segundo grau, CHEIAS de minas com saia curta. Cara, fenomenal esse Japão, pode estar 10 graus e as minas ainda vão de saia curta! Ok, sem reclamações. Como o templo era relativamente pequeno e tinha nego do nosso colégio por toda parte, resolvemos deixar pro templo de tarde pra ir fazer contato, o que não impediu de zoar um pouco com as minas lá mesmo. Almoçamos e fomos para o outro templo. Chegando lá, nada das colegiais, e como TODOS da minha sala já haviam vindo para cá, resolvemos nos deslocar para outro ponto que estava no nosso roteiro. O massa é que, 5mind depois que resolvemos sair, o Diogo pega e me envia um SMS dizendo "ae muleque, baixaram as kokoseis aqui!!!", e esta hora já não dava pra mim voltar... Eu e meu problema eterno de posicionamento...
Beleza, resolvi ignorar isso e curtir um pouco de tempo livre com minha turma. A nossa professora conselheira pagou um sorva pra nós enquanto esperávamos gás para subir um morro (para onde estávamos indo depois do templo). Por proposta da 'fessora, fizemos uma corrida até o topo e voltar. De boa, o morro tinha uns 40 metros de altura até onde dava pra subir, começava com 30° e lá em cima eram uns 45°~50 °, mas quem disse que eu sabia disso quando entrei na corrida? O início foi fácil, todo mundo saiu no gás, mas quando foi apertando, sobrou eu, o Leonardo (vulgo Colômbia) e o Migaa (um cara da Mongólia) no mesmo pique. Nossa, como eu me senti feliz a tocar a cerca no topo, o corpo já tava no migué, mas o resto tava tranquilo, era descida, e como dizem: "pra baixo, todo santo ajuda". Descer 50° com suas pernas na pilha de SUBIR 50° é perigoso, eu já não tava sentindo minhas pernas e comecei a descer morro abaixo, correndo. Nestes momentos eu me lembrei daqueles jogos escoceses meio toscos. Quando retomei o controle das minhas pernas, comecei a freiar, uma vez que eu gosto dos meus dentes no lugar certo. O problema foi que o Colômbia (a.k.a. Leonardo) não considerou isso e acabou me atropelando, indo os dois latino-americanos pro chão. Menos mal que não rolamos nem nada. Levantei, e fui terminar a corrida, pena que fiquei um pouco atrás do Migaa só. Subi PUTO querendo espancar o Leonardo (ou Colômbia), mas acabou que demos risada do evento e de eu estar com uma marca de barro forte na calça, na altura do joelho esquerdo. A volta foi tranquila, depois da "brincadeira" eu chapei bonito no ônibus, fechei o olho em Nara e acordei em Osaka.

Sexta, como nossas sextas tem sido, fomos ao Shougakko (escola primária). Desta vez fui para os estudantes do 1º ano (vai de 1 a 6 o primário daqui), e chegamos bem na aula de culinária. Aula do dia: Doce de Batata-Doce! Bem simples de fazer (lógico, pra a mulecada fazer!), o que me chamou a atenção foi um gordinho que, não sei por que, não assou o doce dele e acabou perdendo o dele entre os que não estavam assados. Tá, isso não tem nada de interessante, o que foi "diferente" foi que o muleque ficou BEM triste, e o jeito que ele chorava não era nem perto da galera primária do Brasil, o muleque deu A segurada. Achei power pra um menino de 7-8 anos. Tá, é só uma pessoa. Mas daí, nos últimos horários, não me perguntem com detalhes que eu não ainda não entendo tão bem japonês, ainda mais quando eles resolvem falar em metáforas. Alguém fez alguma coisa errada no dia anterior e eles esconderam da professora. E ela descobriu, e tava querendo fazer a pessoa que fez falar, pra dizer que era errado. No fim das contas era uma guriazinha, e ela chorou na mesma mocó que o gordinho. Será isso cultura japonesa, casos separados ou eles já tem noção de não fazer escarcéu? Ok, foi um comentário meio retardado, mas isso me chamou a atenção, não me perguntem por quê.
Depois de acabada a aula, fomos ver roupas de Ski em Umeda, uma vez que estamos planejando de viajar no final do ano de galera. Acho que vamos ficar na idéia de comprar, um conjunto sai por mais ou menos 600 dólares, se quiser bota de ski também vai pra uns 850, isso com os itens mais di boa. Como alternativa, eu e o Colômbia (já sabem), fomos a Shinsaibashi procurar em lojas de roupas usadas. Não tinha nada de mais, acabamos voltando pra encontrar com o Diogo em Umeda. Não encontramos, demos uma zoada com umas kokoseis (2º grau) que estavam por lá e voltamos pra casa.

Hoje (sábado), resolvi dar uma corrida pra relembrar meu corpo o que vem a ser "exercício físico". Fui de berma e camiseta dryfit correr lá fora. Só esqueci da amplitude térmica entre meu quarto, isolado e sem vento, e o exterior. Corri os 4km num gás massa, congelando, mas foi bom pra acostumar a mente para a situação "neve". Depois reunimos a Yakuza Latina (eu, Diogo e o Leonardo/Colômbia) para falar com um agente de viagens. Figura bacana, achou uns esquemas massa pra nós, mas vai dar uma procurada mais power até o final da semana pra fechar um programa mais barato de esqui. E hoje, matei estudo, como sempre, "fica pra amanhã".

Só pra deixar respondido:
Não, não rolou nada com a Yukari, já perdi contato faz tempo, mas valeu o toco pra aprender como funfa aqui no nihon (ainda estou "aprendendo", nada de êxitos ainda ¬¬)
Tá um frio do cão, e o que me deixa feliz é saber que vai piorar. Quero ver como vai ser na época 3 graus...
As notas, de kanji foram bem até. De 50 cada teste, tirei 20/49/48/35, sendo que o 1º foi antes do início do Ramadã. O último só tava foda mesmo. Mas não tá tão puxado quanto eu deveria, não tenho disciplina suficiente pra puxar isso tudo sozinho, preciso de um "Personal-Teacher 24h" ou algo do gênero. E depois de uns exercícios da prova que eu tenho que fazer em 2 semanas, comecei a considerar que, salvo forças Divinas ou todo azar que eu tive em loteria se converter em sorte agora, vou rodar no teste. Ok, ano que vem tem outro, e parece que não é tão rígido assim não passar, mas que eu não gosto de ficar rodando em prova... "Se não gosta, estuda!", tá eu sei, mas não é tão simples assim, ou é e eu que complico demais. Falta um parceiro de estudos...

Abraço galera, aproveitem por aí!

quinta-feira, novembro 03, 2005

6 meses e 29 dias depois...

Caiu a ficha. É, fui fechar a caixa hoje pra galera lá de casa, daí fui escrever umas cartas e de repente caiu a ficha. Não me desmanchei em lágrimas, mas deu uma pala temporária. Bom, agora posso dizer que eu estou no Japão...

No mais, primeiro dia de Ramadã não avancei tanto quanto precisava, mas foi cansativo. Consegui estudar 20 kanjis em 4 horas, e pra quem tem que saber 191 pra segunda-feira, acho que eu tô lascado... Mas ainda tem sexta de noite, sábado e domingo, vamo ver no que dá.

Fim do post, pequeno mesmo hoje.

quarta-feira, novembro 02, 2005

Ramadã


Hoje acabou o Ramadã dos islâmicos da Indonésia, alguns dos quais são meus amigos. Ramadã, para quem não é muito inteirado dos hábitos da turma do tio Bin, é um período de 40 dias em que se faz um "jejum". "Jejum" entre aspas mesmo, no sentido figurado, que eles só não podem comer enquanto tem luz do sol, mas antes do sol nascer e depois dele se pôr vira boca livre. Tá, não é fácil ficar por volta de 12h sem comer, mas não é o fim do mundo (diga-se de passagem eles não emagrecem neste período). E o que isso tem há ver com a minha vida? Simples:

Venho por meio deste informar que, em igual proporção, porém por outros métodos, iniciarei o meu "Ramadã" hoje. Não, não tem nada com mulheres ou qualquer outra conotação sexual, tampouco por comida. Entretanto, a parte de "privação de alguma coisa" não é também a ênfase. Resolvi de amanhã em diante (Quinta-Feira, dia 03 de Novembro de 2005, feriado) começar um período de 30 dias extensivos de estudo.

A privação: fim do tempo de bobeira, diminuição drástica no tempo dedicado à arrozar.
Os meios: adiantar (ou melhor: des-atrasar) os meus estudos, tendo em vista O teste que tenho que prestar dia 04 de Dezembro.
A recompensa: calo na bunda, piora na visão, redução da sanidade mental, aumento sensível do status na escala de nerdice e, quem sabe, uma chance de passar.

O que isso tem há ver com vocês?
Bom, eu devo sumir nos dias de semana do MsN, mail eu só vou ler antes de dormir, se quiserem me contatar, se pá nos finais de semana ou via meu mail do celular, preferência pelo cel que eu posso responder nas virtuais horas livres. O blog, bom, acho que já calejaram, mas eu vou ver se atualizo semanalmente, mesmo porque só vou entrar na net nos finais de semana...

Tá, acabou o Ramadã dos Islâmicos, começou o "Ramadã" do coleguinha que tá no Japão.

Report periódico:
Jogamos airsoft no parque. Lógico, depois de eu insistir pra tomarmos todos os cuidados e fazermos os testes de barulho, no final das contas deu certo. Parece nerd da minha parte, tá, é nerd, mas assim dá pra manter a galera longe da cegueira e nossas armas longe da polícia. Tenho histórico com armas de bolinha e polícia, mas não vem ao caso agora...

O teste de todo o colégio, claro, RODEI. Mas era de se esperar, o nível do Japonês era maior que o normal, e como minha turma é de baixo nível, e o vento foi forte também...

Ah, o dinheiro chegou. E, como mágica, já saiu... Paguei o Leonardo (ou "colômbia", ou "corvo") que ele tinha financiado as armas de airsoft, paguei a conta bombada de internet (os caras me cobraram um pacote de 3 meses, já que o débito em conta não funfou), paguei o seguro de saúde, paguei um rango decente pra mim mesmo depois de uma semana na miséria, e refiz uma parte das minhas reservas.

VOU MANDAR A CAIXA GALERA DE CASA! Chegou a grana, não tem mais motivo de eu enrolar, vou fechar ela amanhã de noite, que de dia é ramadã e eu tenho que estudar, e de quebra já vou mandar altas coisas no correio. Mal a espera, acho que até a páscoa chega!

No mais é isso, tá grande, boa sorte... aaaaah! Como eu esqueci? Na aba do Office do Dorm, fui à Nara, cidade próxima de Osaka, onde tem bastante templos. Bastante coisa bacana, mas o mais interessante foram as kokoseis (estudantes do ensino médio) de saia curta, e tinham MUITAS! Ver foto!

Abraço galera, comments sempre bem vindos!