quinta-feira, janeiro 26, 2006

Após o vácuo...



(os novos posts serão colocados depois deste para ficar na ordem, logo confiram abaixo deste se tem alguma coisa nova, ok?)

Aee, beleza galera? Tão bem? Ok, sem pedras, avisei que ia demorar mas acho que me superei um pouquinho, algo como, er, duas semanas? Tá, mas teve motivo (olha o vento chegando...): estava fazendo a bendita enquete, fazendo o painel dela e altas coisas, não que eu não tive tempo livre, mas que ocupou boa parte da minha disponibilidade, ocupou. Hoje apresentamos, foi bacana, mas isso fica pra (quem sabe) este final de semana, que eu traduzo os relatórios e posto as figuras. Se pah eu ainda traduzo as figuras, que não é tão difícil tendo os arquivos do Corel, mas tem que ter a paciência também... veremos. Mas o que importa hoje é Hokkaido, a viagem que fizemos dias 8, 9, 10 e 11. acho que vou colocar em 2 posts pra colocar mais fotos, e provavelmente vai ficar grande ainda assim. Demora compensada por tamanho? hmmmm...

Saímos do dorm, mochila nas costas, rumo à ilha mais fria do Japão. Rumores indicavam temperaturas abaixo de -10ºC, mas o que vem a ser isso? Iríamos descobrir. Começamos bem a viagem, fomos no novo "Avião dos Pokémons" da ANA. Não sei a história direito, mas era um avião inteiro com o motivo "Pokémon", fora era pintado, dentro nos assentos tinham toalhas com o pikachu e sua trupe, as aeromoças usavam aventais também com as ilustrações tiradas do anime... definitivamente isso é Japão mesmo.
Chegamos em Sapporo (salvo engano a cidade mais importante da ilha de Hokkaido), já era de noite, e não chegamos a sentir o frio dentro do aeroporto, mas fora tinha neve bagarai, TUDO branco.

Interessante a paisagem, até a hora que você entra no ônibus que vai te levar até o hotel. Mas 3 horas de ônibus numa rodovia cujas bordas tem morros de neve que muitas vezes superam a altura dos ônibus e ainda está nevando forte fazem o interessante ser assustador ao mesmo tempo. Da-lhe descabaçamento da neve! Ainda tivemos uma parada pra comprar café (onde compramos uma lata de uma coisa de leite e amêndoas, muito boa por sinal) e outra para colocar correntes em virtude da neve pesada.
Chegamos em Niseko, e já víamos snowboarders e esquiadores nas ruas, era noite mas mesmo assim é possível esquiar, e os que estavam lá não pareciam muito iniciantes. Vexa à vista, seguimos à pousada de nome curioso, "Slow Life", onde iríamos passar as próximas 3 noites.

Fizeram um rangoso pra nós lá, chegamos no quarto, desembalei o dvd player e assistimos um filme enquanto o sono não vinha. Rolou também de varejar um Ofurô lá, se tiverem a chance alguma vez, podem ir que vale a pena. Dormimos. Quer dizer, não foi tão fácil assim dormir, uma vez que três cuecas no mesmo quarto conseguem falar merda suficiente para protelar ao máximo o horário de dormir. Já ví que em Tóquio, com os 3 morando juntos, vamos precisar nos educar.
Segundo dia, começamos cedo, 8h já tomando o café e recebendo os snowboards e botas. A bota de astronauta é power, admito que é quente e dá um sentimento de segurança, mas que não deixa de ser TOSCA, não deixa. Chegamos à base da gôndola que levava até uma das descidas, entramos no bondinho e fomos à primeira descida. O que se viu na vídeo-aula se mostrou mais difícil do que se imaginava. A primeira "aventura" foi colocar o pé de base preso no snowboard e o outro deixar livre para, digamos assim, taxiar até o ponto onde começa a descida. Chegando lá, depois de muito esforço, fomos começar o treino básico de controle do board, que não é nada menos que descer com a prancha colocada em perpendicular com a sua trajetória, ou seja, é como se você estivesse com as pernas em posição de "descansar" (militares) e se deslocando pra frente (conhecido também como "backside"). Parece fá-cil, mas é difi-cíl... um belo dia você tem que aprender. Depois de um tempo récorde de descida, algo como mais de 40 min salvo engano, consegui chegar à base. O Diogo e o Leonardo já tinham chegado e subiram em outro nesse tempo, e como eles tavam no meio ainda, resolvi subir e descer também. Não foi tão difícil a segunda, mas mandei muitos Awsome Frost Ollie Mac Twist até chegar novamente à base. Awsome = incrível / frost = congelado / ollie = manobra de pulo / mac = ? / twist = giro. Junta tudo e dá "cair de cara na neve, capotar, dar um rolamento e cair sentado de bunda pronto pra levantar de novo". Tenho que dizer que fiquei um tanto quanto bom em rolamentos lá, porém a perna já estava no final das forças. A propósito, qual é o nome do músculo oposto à panturrilha? É esse maldito, semi-inútil músculo que é usado ao extremo para fazer o controle básico do "backside". Quem tem isso forte salvo os praticantes de snowboard? Não se usa pra nada! Bom, reclamações à parte, não tinha jeito, tive que aturar a dor.

Fomos almoçar. Boca livre num hotel, 1300 ienes (mais ou menos 13 dólares, poder de compra equivalente a 13 reais no Brasil, creio eu). Lá só tinham os gringos, em maioria vindos da Austrália, e alguns japoneses. Barriga cheia, pausa de 30 min, voltamos à descida. Achamos um circuito de iniciantes, deu pra treinar mais daí e começar a pegar confiança. E, claro, "pegar confiança" significa "cair mais e mais forte". Dei uma barrigada no chão que achei que ia morrer, mas como coloquei gelo na mesma hora da queda (ou "o gelo foi 'gentilmente' colocado no momento em que atingi a neve"), deu pra superar.
Sol se pondo, retornamos à pousada, comemos, mais uma rodada de ofurô e às 9:00 já estávamos dormindo. Para vocês verem o que é cansaço, não teve nenhuma "hora da zoação", tão pouco alguém reclamando de ronco ou de não conseguir dormir. Dormimos bem. (continua)

(continuação)


(pequena menção de desculpas ao atraso. virou normal mas mesmo assim ainda me sinto mal de "abandonar" o blog. agradeço a paciência!)

Acordamos. A impressão de que vários pequenos demônios estavam mastigando cada músculo do meu corpo era forte, e de lembrar que eu teria uma sessão mais forte que a de ontem fazia eles colocarem mais vontade em cada mordida. Nesta hora o pequeno Jacó da minha mente toma voz e fala "Já pagou, agora vai ter que fazer". É, vamo que vamo. Ao contrario do dia anterior, o qual tivemos um café da manhã estilo ocidental (bacon, ovos fritos, pão...), hoje foi um à-la-nihon, com peixe, arroz papa, algas e tudo que se tem direito. Fome ou não, tava bom (tá que eu não encarei a ova de salmão, que essa até mesmo o Jacó bundou), colocamos as botas e enquanto estávamos pegando os boards escutamos o ônibus indo embora. Beleza, ganhamos 15min até o próximo pra ficar brincando nas paredes de neve que facilmente ultrapassavam minha altura. depois de se acostumar mais uma vez com a neve, chegou o ônibus. Neste momento os demoniozinhos, creio eu, resolveram dar uma folga e se esqueceram de voltar.


Chegamos na gôndola. Já não nevava que nem ontem, mas tinha um amistoso aviso de "Aviso de Avalanche" na porta. "FODA-SE", disse o Jacó mais uma vez, se bem que eu não estava mais me preocupando muito com dor, tão pouco com cair e me estabocar. A sensação de deslizar de snowboard é muito boa, ainda mais agora que nós conseguíamos fazer uma boa parte do percurso sem cair. Era apenas o segundo dia, mas já não podia imaginar o amanhã sem pegar o ônibus de manhã e seguir pra montanha. Vamos aproveitar o tempo que temos, e se vier neve de cima da montanha, que venha!


As descidas seguintes foram bem bacanas, zoamos pacas, ficamos fazendo graça, arriscando uma hora ou outra um frontside, e aproveitando bem a friaca da montanha. Almoçamos mais uma vez no restaurante que só dá gringo. Comida atrai os demoniozinhos, creio eu. Tiramos 45min de folga depois do almoço para dar uma dormida no lobby do hotel e fazer alongamentos. E como comida atrai, neve espanta.


Voltamos no gás, e desta vez estávamos decididos a esquiar até ficar de noite, experimentar a sensação do "naitaa" (algo como "nighter", coisa de japonês). Descemos mais algumas séries dos percursos até agora conhecidos, quando resolvemos inovar em um que era um tanto grande, e dito de dificuldade fácil. Meu óculos só embaçava, começou a nevar leve, mas seguimos igual. Não sei como são classificadas as dificuldades, mas depois de ir lá creio que "quanto menor a inclinação, é dito de nível mais fácil". Agora, EM QUE PLANETA UMA PISTA PLANA É FÁCIL? Sério, inclinação de menos de 10º ninguém merece, nós já somos iniciantes, fazer um snowboard manter a energia num plano é complicado, volta e meia nós caíamos por falta de velocidade, e para voltar a deslizar era necessário desprender um dos pés, dar várias remadas, rezar um Pai Nosso e dez Ave Marias e esperar que algo parecido com uma descida estivesse depois da curva. E esta descida era curta o suficiente para você pegar um pouco de velocidade, ter que parar pra prender o pé E NÃO TER MAIS DESCIDA. Sério, lá foi tenso, demoramos pra sair do dito "Percurso Holiday". Lógico, enquanto descíamos, os snowboarders de alto nível nos passavam com facildade, só pra piorar nossa situação.

Óculos embaçado, nevando e escurecendo, chegamos mais uma vez à base da gôndola. "Pinico, vamos descansar um pouco" foi a idéia geral. Foi divertido na cabana, tinha uma galera lá, nego se amarrou nos Wallys gringos. Ao sair de lá o Colômbia bundou e foi pro hotel que almoçamos, eu e o Diogo resolvemos seguir o plano do "naitaa".


Mais uma vez ao topo, parada pra foto no termômetro e seguir novamente aos percursos nível médio (Na parte de baixo do termômetro está escrito 白い恋人, shiroi coibito, ou namorada branca). Como quase não havia nevado, a neve tava já um pouco dura, tava difícil de manter o controle, mas fomos mesmo assim. Nesta hora, com aquele espírito de "tamo no final, e já tô com um pouco de moral", finalmente comecei a esboçar umas séries de frontside/backside/frontside/backside, deixar o board de frente, sentir o "rush" de adrenalina quando seu board pega mais de 50km/h e você vê a descida forte chegando, tem que freiar e o backside não quer entrar, tem que ser de frontside mesmo (que eu não havia dominado ainda), freiar e conseguir estabilizar, passar a descida forte, e começar tudo de novo. Claro que muitas vezes na hora de entrar o frontside pra freiar eu errava, ou errava o balanço do backside e capotava, mas eu já não sentia mais nada. Quer dizer, eu achava que não sentia mais nada, até que eu consegui uma queda forte de bunda, acertando bem o cóxi (ou cóx, ou como quer que se escreva o nome do bendito ossinho do final da coluna). "AI MEU C*!" foi a frase que fez o Diogo chegar com aquela expressão mista de riso e preocupação até onde eu havia caído. "Pelo menos não é cimento" foi o que veio na minha cabeça, subi no board e fechei a descida. O Colômbia resolveu voltar à "Slow Life" enquanto descemos mais uma vez. Depois eu que bundei, estava cansado o suficiente para não confiar mais em mim, uma vez que eu ainda estava inteiro, dolorido mas inteiro, e não queria voltar para Osaka com algum membro engessado. O Diogo desceu mais uma vez, enquanto eu me dediquei a ficar no hotel desta vez, esperando ele. Acabando a descida, retornamos à Pousada, comemos e resolvemos dar um rolé de noite na cidade para agitar alguma coisa a fim de despedida. Morremos numa espécie de lanchonete/bar feita de toras de madeira (lembra a Mormaii do Pontão, só que o andar de cima). Batemos um milkshake enquanto víamos uns vídeos de snowboard e nossas forças indo embora. Já batia aquela saudade da montanha, mas foi bom. Na volta passamos fazendo graça, curtindo os -15ºC, a neve e ainda aproveitamos pra dar a clássica "mijada na neve". Chegando na pousada, tivemos que esperar mais cerca de uma hora pra poder tomar banho, e como eu sou sortudo, perdi no janken (pedra-papel-tesoura, o original) e sobrei de último. Depois de tudo, deixar as malas semi-prontas para poder sair às 7 e meia da matina. Finalmente, dormimos. (próximo acaba...)

(continuação)







Foto da Pousada Slow Life, nossa base em Hokkaido, minutos antes de sair.






Guerra pra acordar, ligar o aquecedor, dormir mais um pouco, acordar, socar o que tava fora dentro da mala, se vestir e descer na pilha para poder fazer o check-out e varejar a carona para o bendito "Welcome Center".

Café da manhã? nada, onigiri (bolinho de arroz). E eu também não sei o que tem de "welcome" nesse lugar, tava uma neve power e fechada a porta.

Ficamos na espera até que a tia chegou pra abrir, foi o suficiente pra deixar as mochilas brancas. Mais 3 horas de ônibus, que foram substituídas por dormir o que não havíamos dormido. Aeroporto, voltas para conseguir achar o lugar certo do check-in, pegamos um rangoso que tínhamos direito, pegamos também umas bolsas um tanto quanto duvidosas que tínhamos direito também e fomos procurar lembranças pra galera de Osaka (fessores/colegas. tradição do Japão dar alguma coisa -geralmente de comer- para os conhecidos). Rodamos quase todos os estandes que tínham biscoitos e outras amostras grátis para, depois de provar bem, comprar uma caixa de uns mini cheese-cakes e mini choco-cakes pra galera. Entramos no avião, desta vez um avião comum, sem motivos de anime nem nada. Batemos o rango que ganhamos de graça ao chegar no avião e depois de tanto hesitar a aeromoça foi puxar conversa conosco no procedimento de pouso. Claro, como quase todo mundo, ela TAMBÉM mandava bem de snowbord. Não, não era gata, antes que perguntem, mas era gente boa.

Desembarcamos no "calor" de Osaka, com seus 10ºC positivos e relembrando a vida longe da montanha, com preocupações do tipo provas, aulas, mudança para Tóquio... Falando em aulas, estávamos perdendo o primeiro dia de aulas. Mesmo não indo pra aula, resolvi ir no colégio entregar logo para as minhas professoras os doces de Hokkaido, certificar que não havia nenhum problema em ter faltado e ver o que tinha que fazer para o dia seguinte. Voltamos à rotina...

domingo, janeiro 08, 2006

Hokkaido!

O Japão é um arquipélago formado por 4 ilhas maiores e dezenas de outras ilhas menores. Kyushu a sudoeste, Honshu, a maior de todas (e onde se encontra Tóquio e Osaka), Shikoku (fica entre as duas anteriores) e Hokkaido, ao norte. Famosa pelo chocolate e por ser o lugar mais frio do Japão, Hokkaido é a ilha de destino de nossa viagem de férias de inverno deste ano. Reza a lenda que lá é um dos melhores lugares do mundo para esquiar, tem bastante neve e de boa qualidade (sim, eu também não sabia que havia diferença na qualidade da neve). Mas chega de falar, a parte "Cultura" acabou. Vamos zoar pacas lá, serão 4 dias de viagem, vamos esquiar 2 deles e os outros são destinados a ir, check-in, check-out e voltar. Pra garantir diversão em eventual hora de tédio, também estou levando meu dvd player (do tamanho de um drive de CD de computador, não tem tela) e alguns filmes, entre eles o "Curso de Snowboard para Iniciantes" que compramos junto com as roupas. Tabacos, CLARO que vão rolar, se der ainda rolarão uns filmezinhos e provavelmente terei alguma história engraçada pra contar. Lá também vamos tentar fazer um pouco da enquete, ver se dá certo e tá bom por aqui de falar. Como vim acostumando vocês à minha ausência, meu período sem postar vai ser de, no mínimo, 4 dias, então até mais, não tenho foto hoje mas deixo vocês com um "gif" que eu ví faz um booom tempo e achei na net de novo. Aquele abraço! Posts são bem-vindos, a "promoção" do "Co to kurva je?" ainda tá valendo, respondo tudo quando voltar!

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Missão: Enquete



Fãs e desocupados da net, um pequeno "off topic" aqui:

  • co to kurva je?

  • É um vídeo do WRC, se alguém souber o que significa "Co to kurva je?" e em que língua, me avisa, que o cara parece realmente indignado... A propósito, o cara fez de hábito ou os carros de Rally também tem buzina? Quem achar primeiro e quiser uma palheta minha, eu mando pelo correio, fica meio que como uma promoção do blog.

    Bom, voltando ao blog, não tenho muita novidade não, peguei os tíquetes para Hokkaido hoje, sairemos no domingo pra fechar as férias com chave de ouro, e fora isso como dever de casa das férias estamos fazendo uma enquete com japas. Caracas, é palha nego não responder enquete, pô, não demora nem 3 minutos! Precisamos de 50 pessoas no mínimo, passamos umas 4h "entrevistando" o pessoal, conseguimos 8 cabeças e um monte de toco. Mas beleza, não desanimamos, nessa viagem de Hokkaido ficamos brother da galera e depois perguntamos. O que me deixa bolado é que o Colômbia e o Migaa (a dupla dele, um brother da Mongólia - sem piadas bestas que já secamos todas) já mandaram 25 pessoas... sem comentários... Ah, e as fotos são nossos crachás, nego do colégio falou que era bom usar um pra facilitar. Facilita PN (praticamente nada), uma vez que o Colômbia não usa...

    Ok, paro por aqui, nada de coisas aberrassônicamente grandes. Abraço!

    Ps: Das fotos está escrito:
    Osaka Nihongo Kyoiku Sentaa (Centro de Educação em Língua Japonesa de Osaka)
    Kenpaa / Diogo (nossos nomes em katakana)
    Paulo Kemper Filho / Diogo Muniz de Souza (nossos nomes em caracteres romanos)
    Kenpaa Pauro Firio / Souza Diogo Munizu (nossos nomes completos em katakana)
    Burajiru no Ryuugakusei (Intercambistas do Brasil)

    e em marca d'água está escrito "Fuyu yasumi no shukudai" (Dever de Casa das Férias de Inverno)

    quinta-feira, janeiro 05, 2006

    Mais vídeo!

    Ae galera, liberaram o link do vídeo! Ficou em qualidade pior que o original, mas quem quiser depois eu dou um jeito de mandar, são 11mb mais ou menos

  • Vídeo da apresentação de final de ano




  • terça-feira, janeiro 03, 2006

    FELIZ...






    ... Natal; ...Ano Novo; ...Retomada do Blog!
    É galera, estou, como sempre, sequelando na frequência de posts. Na falta de recurso melhor, resumirei o tempo passado:

    - Fizemos a apresentação! Assim que rolar o link do Google Video vocês vão poder ter uma palinha da 4Flush, minha banda. Tá, não somos OS MÚSICOS, mas pra um festival de final de ano que tem danças tradicionais e outras coisas um tanto quanto desinteressantes para a galera 18-22 anos, uma apresentação de punk rock logo no começo agitou geral. Senti o gostinho da fama no restante da festa quando geral que eu não conhecia vinha me cumprimentar. Ponto pros brazucas! Dia seguinte nevou aqui, foi trash, saí atrasado pro colégio, já tomei um tabaco na escada da saída de emergência (que fica logo do lado do meu quarto, logo, saio por ela). Caiu neve, a neve virou gelo e o cabaço-em-neve não se deu conta. Primeiro degrau que "pisei": chão. Laly, foi mal, eu disse que eu ia tirar uma foto quando eu tomasse meu primeiro tombo, mas eu tava com pressa e nem lembrei. O resto do parque tava com um pouco de gelo nos caminhos, fora o frio colossal que tava. Não podia correr. Cheguei à estação, o trem quentinho, pensei que meus problemas haviam acabado, uma vez que chegaria menos de 5min atrasado, segundo estimativa minha. Mas nosso amigo Murphy não libera, a 4 estações do colégio os trens de 3 linhas (lógico, por que não da minha também?) pararam. Depois de ver todos os executivos saindo do trem em 5min pra pegar táxis, resolvi sair também, mas a opção foi "ir correndo". Punk, uns 2km correndo, e na última estação os trens voltaram a funcionar. Vaaai troxa, cheguei 5min mais cedo que nego que ficou no trem, só que moooorto. Mas como quase não teve aula naquele dia, tranquilo!

    -Acabaram as aulas! Quer dizer, até dia 11 de Janeiro. Desta vez sem deveres de casa bombados, salvo uma pesquisa de opinião que temos que criar e realizar entre 50 japas, fazer o resumo e altas frescuras. Já começamos a planejar, temos que executar esta semana no máximo. Ê "férias"...

    -Aproveitar pra agradecer aqui o chocottonne que a Laly me mandou, BRIGADÃO MESMO MINA! Nossa, nunca pensei como um chocottonne fizesse significado no Natal. O nosso foi entre os 3 latinos (eu, Diogo e o Leonardo) e a namorada do Diogo (Oo , sim, o nome dela são dois "o"), fizemos um rango aqui e tal. Bom, a menção do chocottonne foi principalmente, porém não só, pelo fato de ser bom: veio junto um pacote que era pra eu colocar no correio. Dia 25, Natal, não ia chegar em tempo nem F... (mesmo que nada pára no Natal, mas nada chega também em 1 dia). Hora de retribuir o presente, resolvi entregar por conta própria. Ok, a Yakuza Latina veio junto (Diogo e Leonardo). Foi bacana, queria poder escrever mais disso. No final a destinatária, que foi professora de Japonês da Laly, nos chamou pra entrar, deu umas frutas de presente (que, diga-se de passagem, estavam muito boas) e ainda o caronão de volta pra pegar o trem. Ainda bem que rolou a carona, chegar lá foi tenso, fica um tanto quanto longe de qualquer estação e num canto muito escondido (só chegamos graças à um posto policial, uma delegacia e a prestatividade dos policiais que xerocaram um mapa pra nós - 4 folhas A3, duas A4).

    -E não deixar de agradecer o presente da galera lá de casa, uma lata de 2,5kg de biscoitos de Natal, receita da Família Kemper, uns torronis e castanhas do pará. Hehehe, Natal sem doces é trash, a galera conseguiu salvar massa o daqui, brigadão mesmo! Ah, e minha querida irmã ainda me deu um nostálgico presente: uma caixinha de Lego! Caraaacas, voltando à infância total, boas lembranças de tardes que eu passava com ela viajando na aba das cidadezinhas de Lego! Galera, quem quiser me mandar coisas fiquem à vontade, tá! Aceitamos doces do Brasil!

    -Estamos jogando Diablo (o 1 mesmo) de novo, entretenimento pras madrugadas, que já viraram "dia" aqui. Virar a primeira semana de férias no Diablo de madrugada deu o gás pra se preparar pra festinha de final de ano!

    -O Ano Novo foi show também! Achamos uma boate que vão altos estrangeiros, rolou uma festa até as 9 da matina. Sério, se como nego diz, o que tu faz na virada segue pro resto do ano, vai rolar uns agitos muito loucos agora em 2006! Muita gente, e o ambiente me fez esquecer um pouco que estava no Japão, tirando o fato que eu não escutava muito Português. Quer dizer, até escutava um pouco, tinha altos brazucas por lá também, um geral comédia, uma tia que ficava tirando as japas que passavam de nariz empinado, um outro doidão que tava chegando em todas as minas, um sósia do Colômbia (Leonardo). O ouvido tá zunindo até agora, 2 dias depois, o pescoço ainda dói um pouco de bater cabeça (rolou uma hora de rock também), mas a sensação de alívio da rotina japa é impagável. Se pá, dia 21 vou lá de novo, vai rolar outro evento lá. Ah! Esqueci de mencionar: a entrada era 3.000 ienes, a mulher, na pressa, me cobrou 2.000 (errou no troco, ví só depois) e eu ainda achei 1.000 ienes no chão da boate, ou seja, a night saiu a 1.000 ienes! Só que creio que os outros 2.000 vão ser investidos na lavanderia, que minha roupa tá cheia de smirnoff ice, cerveja e cigarro. Nem minhas luvas que estavam dentro do bolso do casaco escaparam de ficar com cheiro de fumaça.

    -Visando nossa viagem de snowboard, compramos uma toca a la Wally, pra chamar atenção lá. Sim, é chamar atenção pra nós, e estamos querendo aparecer, mas tudo por uma questão de segurança, que não é bem saudável você descer com uma roupa branca na neve, ainda mais quando se é iniciante. Relatos dizem que lá é o caos de nego descendo, então é bom saberem que tem algo se aproximando em possível rota de colisão. Se vai funcionar, descobriremos lá!

    Pessoal, sério mesmo, a desculpa de falta de tempo não cola que eu tô com tempo sobrando. Queria poder desejar Feliz (nome da data aqui) pessoalmente para todos, mas como eu não tenho como fazer isso deixo aqui no blog que é meu meio oficial de comunicação com o pessoal daí. Espero em breve (tá, não TÃO em breve como este ano) poder passar essas datas festivas com vocês. Mas talvez isso represente o fim deste blog, então vamos aproveitar a distância que tá agora e eu fico falando besteira pra vocês a fim de esquecer a saudade e manter um contato. Galera, aquele abraço! E sabe-se lá quando vou atualizar de novo, mas creio que antes de ir pra Hokkaido (lugar do snowboard) eu devo colocar algo. Sem promessas pra eu não ficar com fama de mentiroso! Até mais!

    PS: Das fotos:
    -As folhas são o mapa do bairro da professora, e olha que lá tá metade do que andamos só. Fica na minha parede agora de recordação! Os 3 latinos e a japa, bom, é a professora. Goran ni natte kudasai, nantoka boku no puresento! Ato de, honto no puresento wo okuru tumori da...
    -Os "papai noéis" são nossa banda, vai a foto enquanto não libera o link!
    -A neve foi a foto que eu tirei logo depois de acordar, e momentos antes de perceber que tava realmente atrasado.
    -Essas coisas de gorro e óculos somos eu e o Diogo, testando como ficaram os "Wallys". Pelo menos tá engraçado!