terça-feira, junho 27, 2006

Mais cozinha! (parte I)

Entao, vou tentar escrever o que der antes de que eu tenha que zunir pra aula do tio Suzuki, logo, espero conseguir acabar...

Como dito a algum tempo atras, agora temos cozinha. E estamos cozinhando! (nao, nao tem relacao nenhuma "ter uma cozinha" e "estar cozinhando", mas ajuda ter uma cozinha) E como dito anteriormente, estamos aos poucos nos adentrando no mundo da culinaria. Como recebemos a bolsa sexta feira passada, resolvemos fazer umas compras pra reabastecer a casa e, como de sempre, fomos ao 100en pra checar algumas coisas e voltamos com muito mais do que haviamos planejado. Os itens novos desta vez foram:

do 100en veio:
-Formas
-Separador de gema de ovo
-Bacias (vem cah, esqueci se eh bacia mesmo que fala, aqueles bagulhos de inox que sao em forma semi-esferica que se usa pra cozinhar, em ingles: bowl)
-Desert Selection vol.1

e do mercado veio:
-farinha de trigo (foi trash achar)
-fermento quimico (igualmente trash)
-essencia de baunilha

os outros ingredientes nos tinhamos.
O tempo tah acabando, vai ficar pra parte II, prometo que posto debaixo deste

Mais Cozinha! (parte II - final)

Resolvemos fazer o bolo, mas nao sabiamos quando. Um dia, meia-noite, como estavamos de bobeira, resolvemos fazer a brincadeira. Serio, nao foi muito esperto pq alem do sono na hora, acumulou sono pro dia seguinte, mas dane-se, fizemos.

Agora imagina, dois cabacos na cozinha resolvendo fazer um Chiffon (nao sei como se escreve em letras humanas, soh em katakana). Como o Diogo eh mais cabaco que eu, e eu tive um pouco de experiencia gracaa as tardes a toa com a Dona Sandra ou naqueles dias que eu acompanhava Note e Anote ou Mais Voce, fiquei mais ou menos como em carga da operacao. Imagina que fantastico foi fazer uma receita sem balanca ou algo que possa medir a quantidade dos solidos, ou sem uma batedeira pra fazer "claras em neve" (talvez a classificacao seja, que nem o nome em japones, "merengue", uma vez que tinha acucar no meio). Do merengue saiu uma gororoba escrota, depois de mais ou menos 20min batendo o bagulho com a mao. A causa, ou eh falta de experiencia, ou eh falta de ferramentas (seja um batedor decente ou uma batedeira) ou o fato que meia gema caiu no meio das claras (sim, mesmo com o separador de gemas rolou uma goianada), mas que misturado com a outra gororoba amarela (gemas, farinha, fermento, baunilha, acucar, oleo e agua, medidas devidamente feitas no olhometro) ateh que saiu algo que prometia.

Hora de assar, dizia "num forno a 180 graus por 40min", mas era uma receita inteira, num forno convencional. Tinhamos um forno eletrico que tem timer ateh 15min e duas potencias (500W e 1000W) e um "forno" minusculo no nosso fogao a gas, o qual as chamas ficam em cima, tem um dial pra controlar a potencia do fogo mas nada de temperaturas. Como soh compramos duas formas pequenas, dividimos em 2 e deixamos 1 pra cada forno pra ver o que dava. O resto da receita (equivalente a mais uma forma) ia pro vencedor.

A 10 min no forno eletrico o bolo jah tava crescido, queimando um pouco (tava no 1000w, sabe-se lah quanto eh 180 graus!) e o outro sem sinal de vida. Paramos a 15 mesmo o do eletrico, o do convencional ficou lah pra ver se tinha futuro. O resultado do eletrico foi de longe melhor do que se poderia esperar de uma primeira tentativa fazendo tudo errado. Cresceu, assou, ficou bom. Matamos o bolo pra poder liberar a forma, adicionamos achocolatado (pra que mexer na que tah boa?) na receita e botamos fazer de novo. Desta vez cresceu mais ainda, tava mais bonito, passaram os 15min fomos tirar e o bolo deu AQUELA MURCHADA PALHA, ficando solado. Tava bom, mas solado. O do forno convencional abdicamos dele quando percebemos que a casca de cima estava carbonizada. E, por mais incrivel que pareca, debaixo ainda estava cru. Mas eu considero uma grande vitoria: um imprestavel (derrota), um solado mas gostoso (empate) e um aprovado (vitoria). Em espirito de copa do mundo, isso dah 4 pontos, mais do que o Japao fez no Grupo F, e se tirarmos o saldo de gols acho que dava pra passar a Australia tambem... Logo, vamos pra proxima fase!

Desta vez estamos nos preparando pra enfrentar o Chiffon de novo, lendo a receita com calma e escalando novos eletrodomesticos para compor nossa equipe. Hehehe, deixamos passar varias coisas na receita, porem devemos obter mais sucesso fazendo todos no forno eletrico, isso se nao comprarmos um forno maior.

Fica aqui o registro do nosso primeiro fracasso na cozinha: o bolo assado no forninho a gas, primeira "especiaria" que ninguem teve bolas de comer (tentamos).


E respondendo as perguntas:
Quanto a farinha: Po, fomos procurar a farinha do jeito que estava escrito no livro do 100en, tava em kanji e tal. Primeiro tivemos que descobrir a leitura pra poder perguntar, depois tentar achar, mas deu pra levar ateh.

Quanto ao separador de gema: Como o nome diz, serve pra separar a gema (duh). Do que, da clara! Sim, eh do ovo cru. Po, eu achei mais tranquilo usar o separador, nao eh nada sofisticado nao, eh como se fosse um anel de aluminio com uma chapa meio concava no meio do buraco que serve pra segurar a gema. O vao entre essa chapa concava e o anel permite que a clara passe, ficando beeeem mais tranquilo de separar, eh soh deixar a gravidade trabalhar!

Quanto a net: Serio, perdi as esperancas de ter net antes das ferias de verao jah, nego tah nos enrolando massa, estamos fazendo a n-esima ficha de registro jah, e os papeis de cancelar a de osaka nao deram sinal de vida (em teoria eu cancelei, mas por via das duvidas to deixando minha conta sem dinheiro, logo eles nao podem fazer debito em conta =D ). Ficamos na feh, irmaos, tenho saudades do MsN...

sexta-feira, junho 09, 2006

Cebola

Nao, o titulo de hoje nao tem nenhuma conotacao especial e/ou significado obscuro ou relacoes com outra coisa. Apenas a boa e velha cebola que usamos para cozinhar.
Entao, como jah havia mencionado antes, uma das grandes vantagens de ter seu proprio apartamento ao inves de morar em um dormitorio eh que se tem seu proprio banheiro, e tao importante quanto ter um banheiro, eh ter uma cozinha pra voce que esteja do lado do seu quarto. E com uma cozinha, finalmente passamos a "cozinhar". Entre aspas que eu nao tenho coragem de classificar o que eu faco como cozinhar, apesar de nao termos feito ateh hoje algo que esteja ruim ou intragavel, porem tambem nao fazemos nada de complexo. Nao ainda. Enquanto estamos nos familiarizando com os ingredientes, aprendendo a melhor forma de cortar-los e cozinhar-los, aos poucos vamos aumentando nossa gama de "coisas que podemos usar que nao vai cagar o rango". Nao que esteja entre ingredientes nivel de dificuldade 2 pra cima, mas cebola nao eh algo que usamos com tanta frequencia. Digo que nao usavamos muito cebola mais por nao comprar ou nao ter do que nao saber usar. E por que que estou fazendo um post sobre cebola? Primeiro, porque finalmente, depois de um periodo de escasseza de imagens, venho a colocar algo on-line que tem relacao com cebola.
Um dia desses fomos cortar cebola. Nao sei de que buraco do inferno o Colombia tirou essa cebola, mas eh uma mega-hiper-foderosamente forte no quesito "vapores lacrimogeneos". Segunda tentagiva, lembrei-me de uma lenda quanto a cortar cebolas poderosas, que consistia em encher a boca de agua e manda ver na faca. Salvo engano foi dona Sandra que me falou essa, mas como a maioria das cebolas que eu via no Brasil nao tinam mais a propriedade lacrimogenea, logo nunca tive chance de realmente testar. Nosso colega Dioguitz foi o cara que estava cortando enquanto eu estava por volta de 60cm pro lado lavando louca, em teoria no raio de acao tambem. Ambos enchemos a boca d`agua e fomos pra batalha. Diz o Diogo que nao dah certo a da agua, ele nao chegou a manta metade da cebola e jah tava que nem uma moca chorando. Saiu da cozinha reclamando dos olhos e do vento forte. Eu, que fazia um esforco colossal pra manter a agua dentro da boca enquanto ria dos resmungos do companheiro e da cara do mesmo, tive que cumprir a missao: fui, terminei de cortar, engolia a agua e, finalmente, pude rir de vez.
Mas o metodo nao pode ser aprovado: com 50% de resultados positivos, nao poderia ficar como nosso MOCSCC (Metodo Oficial de Corte Sem-Choro de Cebola), logo tinhamos que achar outro, uma vez que jah era hora de cozinhar de novo. Hmm, que que temos? Meus oculos escuros, mascaras de Airsoft (sai um video massa nosso com essas mascaras, "Caixa de Troia", depois eu posto. se pah fazemos um video completo, mas em teoria foi uma mongolice de 10s com uma caixa), oculos de natacao, papel filme, sacos de supermercado...
Acabamos testando o oculos de natacao. Incrivel! Funciona! Dessa viagem sairam algumas "frases interessantes pra quem escuta do outro lado do muro", uma delas de minha autoria, "Eu sei que tah forte, mas nao to sentindo nada ainda", ou "ueh, jah foi tudo?/jah...". Hehehe, talvez meio estranho escrito, mas o Leonardo nao aguentava mais de rir ao escutar elas da sala. Bom, e esse foram os visuais que agitaram a cozinha do Go-Maru-Go (go = 5 em jap, maru = circulo = zero, logo, 505, nosso AP):

Quanto a outras fotos, tenho que tirar do celular, tem coisa pra escrever ainda. Esperamos a net com feh, e nao, nao estou na praia. Quisera eu, mas, de fato, com a temporada de chuva que estah comecando agora eh melhor estar por aqui mesmo.
Ah, e estamos nos preparando pra copa do mundo, nao sei quantos jogos vamos conseguir assistir, mas pelo menos o BrasilxJapao, que vai ser 4 da matina de uma sexta-feira, vai rolar. Arrumei ateh um chaveirinho da Coca-Cola da Copa do Mundo com a bandeira do Brasil, que foi pouco foda de achar. Acho que Brasil e Japao sao os piores de achar, o Diogo comprou duas bebidas yeca pra faturar cada um de um, eu na 3a combini que eu procurei consegui finalmente achar, na ultima garrafa de Coca Citrus da fileira, uma. E vamo ver o que rola ae, quem puder me mandar resultados do jogo enquanto saem os gols via celular eu agradeceria de monte (no caso de jogos do Brasil) e os resultados finais de cada dia. Faremos o possivel pra manter o brasileirismo e se interar da Copa! (ver camisa do Diogo)

Aquele abraco galera, e ateh mais!