quinta-feira, setembro 07, 2006

Dias 2 e 3



Sair do camping de manhã foi massa, pegamos um corta-caminho no mato ferrenho, tem até uns vídeos disso, se pá eu publico depois, mas não garanto nada. Achando que tinha acabado o sofrimento só por ter subido um monte pra ir ao campo, acabamos descobrindo porquê que a parte oeste da península é a mais demorada. Mas garanto a vocês, o sofrimento se pagou, vimos muitas paisagens ducaraio, mesmo estando com um tempo que oscilava entre nublado e chovendo (o que não foi de todos ruim, o sol não nos torrou nas subidas). Neste segundo dia dormimos numa pousada, contamos uma história triste pra tia lá e ela fez baratão pra nós, arrumou um canto pra pendurarmos nossas barracas que estavam molhadas da noite anterior ainda e ainda deu mó suporte. Vamos mandar um postal pra ela ainda, ou o cartão de "feliz ano novo", uma das culturas do Japão.



O terceiro dia foi classificado como um rush para acabar logo o martírio. Em um restaurante no pico duma montanha (incrivelmente ficava em uma ladeira de, sem brincadeira, pelo menos 45º) descobrimos uma praia na parte sudoeste de Izu (o nome da península), Yumigahama. Chegamos literalmente no apagar das luzes lá, mas antes demos uma parada no ponto mais ao sul da península, onde rolou uma SS que deixamos as bagagens escondidas num mato e corremos de bike morro acima, aproveitando pra desestressar as pernas. Sem fotos do lugar, é um "must go" pra quem quiser ir, e fica reservada a surpresa da paisagem. Na cidade, mais uma vez estávamos na eterna procura de um lugar pra dormir. Achamos um Family Mart (a única conbini que existia na parte central da cidade) que deixamos de base. Lá por acaso conhecemos uns japas que tavam de quebrada lá também, só que de carro. Resolvemos ir até os policiais perguntar onde rolava de montar barraca. Surpreendentemente chegamos na Koban (eles traduzem isso como "Police Box", é uma mini-delegacia onde geralmente ficam uns 2-5 cops) e estava rolando um fight lá. Os protagonistas eram um dos cops na mão e um dos japas que havíamos conhecido na conbini com um bastão. Minutos depois descobrimos que era uma exibição das tecnicas de defesa pessoal do policial. Os caras nos recomendaram dormir na praia ao lado, onde não tinha muito movimento, uma vez que era proibido armar barraca nas praias em si. Sem questionar, fomos a praia do lado e montamos a barraca.

Po galera, vou atrasar mais o roteiro senão vai ficar muito sem fotos e muito grande cada post, apesar de eu estar resumindo ao máximo, mas tem coisas que eu queria contar e dá nisso...
Creio que amanhã vão mais 2-3 dias e depois acaba, e encaixa o roteiro que eu propus dois posts atrás. Tudo isso pensando em você, leitor fiel, pra não ficar muito pesado. Mal a defasagem, mas em breve vai atualizar.

E pra galera que pretende ser legal, não se esqueçam do meu niver dia 17 deste mês, se mandar algo via correio agora dá pra chegar em tempo (não, não mandem de barco senão vou receber o presente só ano que vem, sem sacanagem). Aceito qualquer coisa, desde carta, cartão postal, biscoito Bono, Maria, leite condensado, uma passagem pro Brasil, enfim, o que quiserem mandar, aceito feliz!

Abraço galera, e até amanhã!

Um comentário:

Claus disse...

Ta, agora conta a historia da japinha na ultima foto... o que rolou? :-P

Abracao meu! :-)

Falando nisso no dia do teu niver vai chegar um brazuca diretamente do Brasil na minha casa. Se pa nao querem fazer algo aqui? Ou se forem fazer ai na sua casa posso aparecer meio tarde...